7/10/08
Certo dia um jovem macaco vinha saltando de galho em galho quando viu um ninho cheio de filhotes de passarinho. Encantado, aproximou-se e estendeu a mão para pegá-los, mas como eles já sabiam voar, fugiram todos, deixando no ninho apenas o menor.
Feliz como um rei, o macaquinho levou o passarinho para casa e achou-o tão lindo que se pôs a beijá-lo e acariciá-lo, apertando-o contra seu peito.
- Cuidado para não machucá-lo, disse a mãe macaca.
- Mas eu gosto dele! Respondeu o macaquinho. ““ Gosto tanto dele!
E continuou a beijar o filhote de passarinho, a brincar com ele e a abraçá-lo até que, finalmente, esmagou-o.
Esta fábula é dedicada í queles que não conseguem castigar seus próprios filhos, e mais tarde sofrem as conseqüências.
Leonardo Da Vinci
3/10/08


Numa linda manhã de domingo, Mulla Nasrudin passeava no mercado. Qual não foi sua surpresa ao deparar com seu amigo Yussuf: este segurava uma gaiola com um pequeno papagaio, cujo preço de venda era três peças de ouro!
Escandalizado, o Mulla gritou:
““ Yussuf, como se atreve a pedir tal soma por um mísero papagaio? Yussuf encarou Nasrudin severamente e disse:
““ Fique sabendo, Mulla, que eu peço um preço justo. Este não é um pássaro qualquer: ele fala!
Sem saber o que responder, Mulla seguiu seu caminho. Uma hora mais tarde, grande foi a surpresa de Yussuf quando viu seu amigo Mulla instalar-se ao seu lado, trazendo uma gaiola com um velho corvo. Pregado í gaiola, um letreiro anunciava o preço: doze peças de ouro!
““ Ladrão! Escroque! ““ gritou Yussuf, ver melho de raiva. ““ Você não tem vergonha de pedir um preço desses por um velho corvo depenado?
““ Não ““ respondeu calmamente Mulla Nasrudin. ““ É verdade que é um corvo
velho, é verdade que ele não fala, mas este não é um pássaro qualquer: ele pensa!
2/10/08
Após ter explorado a casa toda, por dentro e por fora, uma aranha resolveu esconder-se no buraco da fechadura.
Que esconderijo ideal! Pensou ela. Quem jamais havia de imaginar que ela estava ali? E além disso podia espiar para fora e ver tudo o que acontecia.
- Ali em cima, disse ela para si mesma, olhando para o alto da porta, - vou fazer uma teia para moscas. Ali embaixo, acrescentou, observando a soleira, - farei outra para besourinhos. Aqui, ao lado da porta, vou armar uma teiazinha para os mosquitos.
A aranha estava exultante. O buraco da fechadura proporcionava-lhe uma nova e maravilhosa sensação de segurança. Era tão estreito, escuro, e era revestido de ferro. Parecia-lhe mais inexpugnável que uma fortaleza, mais garantido que qualquer armadura. Imersa nesses deliciosos pensamentos, a aranha ouviu o som de passos que se aproximavam. Correu de volta para o fundo de seu refúgio.
Porém a aranha esquecera-se de que o buraco da fechadura não havia sido feito para ela. Sua legítima proprietária, a chave, foi colocada na fechadura e expulsou a aranha.
1/10/08

Certo homem entrara em uma igreja para rezar. Encontrou ali outro homem, que chorava amargurado diante do altar de são Francisco.
- Ai, ai, ai – repetia o infeliz.
O primeiro homem aproximou-se dele, compassivo, perguntando-lhe o que estava acontecendo e por que chorava tanto.
- É que estão pretendendo me confiar um cargo muito importante e de muita responsabilidade na cidade – respondeu ele, gemendo.
- Pois renuncie a esse cargo – sugeriu-lhe o recém chegado.
- Ah, não! Prefiro chorar…