Histórinhas do Padre Paulo

Seleção de novas parábolas, histórinhas, contadas no Programa Bom Dia Sucesso, de Nei Paiva, na Rádio Cultura AM de Rio Claro, 1140 KHz

30/9/08

O estômago

Certa ocasião os diferentes membros e órgãos do corpo humano estavam todos muito aborrecidos com o estômago. Eles se queixavam de que todos eles estavam sendo obrigados a procurar comida para, depois, a entregar ao estômago, enquanto este a única coisa que fazia era devorar o fruto do trabalho de todos eles.

Decidiram, então, não dar mais nenhum alimento ao estômago. As mãos deixaram de levar alimento à boca, os dentes deixaram de mastigar e a garganta deixou de engolir. Pensavam que, com isso, estariam obrigando o estômago a se virar e a trabalhar por sua própria conta.

Mas a única coisa que conseguiram foi enfraquecer o corpo todo, a tal ponto que subitamente todos eles se encontraram em perigo de morte. Em última análise, foi somente assim que eles mesmos acabaram aprendendo a lição de que, ajudando-se uns aos outros, na realidade eles estavam trabalhando em prol do seu próprio bem-estar.

criado por pepauloradio    10:35 — Arquivado em: Sem categoria

25/9/08

O elefante maluco

Há muito tempo viva na Índia um rei que possuía um elefante, que acabou enlouquecendo.

O animal andava de aldeia em aldeia, destruindo tudo o que encontrava pelo caminho e já ninguém se atrevia a enfrentá-lo, só porque ele pertencia ao rei.

Mas aconteceu que, um belo dia, um homem, que era considerado asceta e santo, decidiu abandonar a aldeia em que morava, apesar de todos os moradores dali lhe suplicarem que não o fizesse, pois haviam visto o elefante na estrada que passava perto da aldeia atacando a todos os que encontrasse.

O homem, porém, se alegrou por se lhe apresentar essa ocasião de demonstrar a sua sabedoria. É que seu pai espiritual, um sacerdote muito instruído, lhe dissera que ele precisava enxergar a Deus em tudo.

E disse para os seus vizinhos: “Ó pobres e ignorantes que vocês são! Vocês não têm a mínima idéia das coisas do espírito! Será que nunca ninguém lhes disse que precisamos enxergar a Deus em todos as pessoas e em todas as coisas, e que todos os que assim procederem gozarão da proteção de Deus? Deixem-me ir em paz! Eu não tenho medo desse elefante!”

As pessoas pensaram entre si que aquele homem não entendia das coisas do espírito muito mais do que aquele elefante maluco. Mas, com perceberam que era inútil discutir com um asceta que se considerava santo, deixaram-no ir.

Ora, apenas ele andara alguns metros de estrada, já apareceu o elefante, que arremeteu contra ele, erguendo-o do solo com sua tromba e jogando-o de encontro a uma árvore. O homem começou, então, a soltar altos gritos de dor. Felizmente, naquele momento crítico, apareceram os soldados do rei, que capturaram o elefante antes que ele pudesse exterminar o frustrado asceta.

Passaram-se muitos meses até que o homem estivesse de novo em condições de reiniciar as suas caminhadas. Ele foi, então, procurar pessoalmente o seu pai espiritual, aquele sacerdote tão instruído, e lhe falou:

- Tudo o que ensinaste era falso. Tu me disseste que eu enxergasse em todas as coisas a presença de Deus. Pois bem, foi exatamente isto o que eu fiz…. e olha só o que me aconteceu!

Respondeu-lhe, então, aquele sábio sacerdote:

- Mas como tu és burro! Dize-me, pois: por que não enxergaste a Deus na pessoa dos moradores da aldeia, que vieram te prevenir contra os perigos do elefante?

criado por pepauloradio    10:49 — Arquivado em: Sem categoria

23/9/08

A Divina Providência

Um sacerdote encontrava-se sentado diante da sua escrivaninha, preparando um sermão sobre a divina Providência. De repente escutou um ruído semelhante ao de uma explosão e, logo em seguida, percebeu como as pessoas corriam como loucas de um lado para outro. Só então ficou sabendo que a represa tinha estourado, que o rio havia transbordado e que as pessoas estavam sendo evacuadas.

O sacerdote foi verificar e viu que as águas já haviam atingido a rua em que ele morava e foi só com alguma dificuldade que ele conseguiu não ser dominado pelo pânico. Mas, por fim, acalmou-se e falou consigo mesmo:

- Oras, afinal de contas eu estou aqui, preparando um sermão sobre a divina Providência e eis que me está sendo oferecida uma oportunidade para pôr em prática aquilo que eu pretendo pregar aos outros. Então, logicamente, eu não devo fugir como os outros, mas, sim, permanecer aqui e confiar que a providência de Deus irá me salvar.

Quando as águas já estavam chegando à altura da sua janela, passou por ali uma lancha cheia de gente. E gritavam para ele:

- Pule aqui para dentro, padre!

- Não, meus filhos – respondeu o sacerdote, cheio de confiança – eu confiou que a providência de Deus irá me salvar.

Então o sacerdote subiu para o telhado e, quando as águas chegaram até lá, passou por ali outra lancha cheia de pessoas, que tornaram a insistir encarecidamente com o sacerdote para que ele embarcasse nela. Mas ele tornou a se recusar.

Então ele foi se encarapitar lá no alto do campanário. E, quando as águas já lhe estavam dando pelos joelhos, chegou um policial com um bote a fim de resgata-lo.

- Muito obrigado, caro policial – falou o sacerdote, sorrindo tranquilamente – mas você sabe muito bem que confiou em Deus, que jamais irá me desiludir.

Quando, finalmente, o sacerdote se afogou e foi para o céu, a primeira coisa que fez foi queixar-se junto ao próprio Deus:

- Eu confiava em Ti! Por, então, não fizeste nada para me salvar?

- Bem – respondeu-lhe Deus -, a verdade é que eu te mandei três embarcações. Não estás lembrado?

criado por pepauloradio    10:32 — Arquivado em: Sem categoria

22/9/08

Um Deus sem lar

Era uma vez uma floresta em que os pássaros cantavam durante o dia, e os insetos, durante a noite. As árvores cresciam, as flores desabrochavam e os animaizinhos de toda a espécie andavam por ali livremente e em grande número.

Todas as pessoas que ali entravam sentiam-se embaladas pela solidão, que é o lar de Deus, que está presente no silêncio e na beleza da natureza.

Chegou, porém, a era moderna, mais exatamente a época em que os homens descobriram a possibilidade de construir arranha-céus, acabendo em um só mês com os rios, florestas e montanhas. Edificaram-se esplêndidas igrejas - erguidas para promover o culto - exatamente com essas madeiras retiradas da floresta e com as mais ricas pedras do subsolo florestal. Pináculos, agulhas e campanários apontavam rumo ao céu e o som dos sinos começou a invadir os ares, juntamente com o das rezas, dos cânticos e dos sermões festivos.

Resultado: de repente Deus ficou sem o seu lar.

criado por pepauloradio    10:28 — Arquivado em: Sem categoria

19/9/08

Águia Real

Um granjeiro encontrou um ovo de águia e o levou par ao quintal onde viviam as suas galinhas. A aguiazinha foi chocada por uma galinha, nasceu, cresceu e vivia como se fosse mais uma das franguinhas do quintal; ciscava no terreiro, comia minhocas, piava, cacarejava, tudo como se fosse uma galinha a mais…

Certo dia um engenheiro veio visitar o granjeiro e observando os diversos animais existentes na granja, acabou descobrindo entre as galinhas aguiazinha:

- Vejam só; entre as tuas galinhas você mantém uma águia – falou ele para o granjeiro.

- Tenho sim – respondeu este último – mas é como se fosse uma galinha: ela vive como uma galina, ela come como uma galinha, mal e mal sabe voar.

Então o engenheiro, chamando a aguiazinha, dizia-lhe:

- Vamos, tenta voar!

A falsa galinha tentou voar, mas só conseguiu dar um miserável pulinho.

- Está vendo? – falou o granjeiro para o engenheiro seu amigo. Ela nem sequer saber voar. Mas o engenheiro, sem desanimar, falou de novo para a aguiazinha:

- Vamos, tenta de novo!

Desta vez a aguiazinha já voou um pouquinho, mas logo, logo caiu.

- Eu já te disse duas vezes – insistiu o granjeiro com o seu amigo – ela é igual a uma galinha.

Mas o engenheiro chamou, pela terceira vez, a aguiazinha, pedindo-lhe que voasse. Desta vez, a aguiazinha, juntando as forças, deu um forte impulso e voou, voou até desaparecer das vistas deles, abandonando para sempre o galinheiro.

criado por pepauloradio    10:59 — Arquivado em: Sem categoria

18/9/08

O pára-quedista

Certo dia em que soprava um vento fortíssimo, um pára-quedista saltou do avião, mas foi arrastado a mais de cem quilômetros do seu objetivo e com tão pouca sorte, que o seu pára-quedas ficou preso em uma árvore, na qual ele ficara pendurado e gritando por socorro durante horas, sem nem sequer saber em que lugar estava.

Finalmente passou alguém por ali e lhe perguntou:

- Que estás fazendo aí no alto dessa árvore?

O pára-quedista, depois de lhe contar o ocorrido, perguntou-lhe:

- Poderá me dizer em que lugar estou?

- No alto de uma árvore – respondeu-lhe o outro.

- Escuta aí, tu estás com cara de ser sacerdote….!

Então o outro, surpreso, perguntou-lhe:

- Tens razão – falou – mas como é que você adivinhou?

- Exatamente porque aquilo que tu costumas falar é verdade, mas não me serve para nada.

criado por pepauloradio    10:34 — Arquivado em: Sem categoria

17/9/08

O rei

Havia um rei muito tolo que adorava roupas bonitas. Os tolos, geralmente, gostam de roupas bonitas. Pois esse rei enviava emissários por todo o país com a missão de comprar roupas diferentes. Era o melhor cliente da Daslu. Os seus guarda-roupas estavam entulhados com ternos, sapatos, gravatas de todas as cores e estilos. Eram tantas as suas roupas que ele estava muito triste porque seus emissários já não encontravam novidades.

Dois espertalhões ouviram falar do gosto do rei pelas roupas e viram nisso uma oportunidade de se enriquecerem às custas da vaidade da Majestade. A vaidade torna bobas as pessoas: elas passam a acreditar nos elogios dos bajuladores… Foi isso que aconteceu com um corvo vaidoso que estava pousado no galho de uma árvore com um queijo na boca: por acreditar nos elogios da raposa ficou sem queijo…

Pois os dois espertalhões-raposa foram até o palácio real e anunciaram-se na portaria, apresentando o seu cartão de visitas: “Doutor Severino e Doutor Valério, especialistas em tecidos mágicos.”

O rei já havia ouvido falar de tecidos de todos os tipos mas nunca ouvira falar de tecidos mágicos. Ficou curioso. Ordenou que os dois fossem trazidos à sua presença. Diante do rei fizeram uma profunda barretada, tirando seus chapéus.

“Falem-me sobre o tecido mágico”, ordenou o rei.

Um dos espertalhões, o mais loquaz, se pôs a falar.

“Majestade, diferente de todos os tecidos comuns, o tecido que nós tecemos é mágico porque somente as pessoas inteligentes podem vê-lo. Vestindo um terno feito com esse tecido Vossa Majestade será cercado apenas por pessoas inteligentes, pois somente elas o verão…”

O rei ficou encantado e imediatamente contratou os dois espertalhões, oferecendo-lhes um amplo aposento onde poderiam montar os seus teares e e tecer o tecido que só os inteligentes poderiam ver..

Passados alguns dias o rei mandou chamar o ministro da educação e ordenou-lhe que fosse examinar o tecido. O ministro dirigiu-se ao aposento onde os tecelões estavam trabalhando.

“Veja, excelência, a beleza do tecido”, disseram eles com a mãos estendidas. O ministro da educação não viu coisa alguma e entrou em pânico. “Meu Deus, eu não vejo o tecido, logo sou burro…” Resolveu, então, fazer de contas que era inteligente e começou a elogiar o tecido como sendo o mais belo que havia visto.

“Majestade”, relatou o minsitro da educação ao rei, “o tecido é incomparável, maravilhoso. De fato os tecelões são verdadeiras magos!” O rei ficou muito feliz.

Passados mais dois dias ele convocou o ministro da guerra e ordenou-lhe que examinasse o tecido. Aconteceu a mesma coisa. Ele não viu coisa alguma. “ Meu Deus”, ele disse, “ não sou inteligente. O ministro da educação viu e eu não estou vendo…” Resolveu adotar a mesma tática do ministro da educação e fez de contas que estava vendo. O rei ficou muito feliz com a seu relatório. E assim aconteceu com todos os outros ministros. Até que o rei resolveu pessoalmente ver o tecido maravilhoso. Mas, como os ministros, ele não viu coisa alguma porque nada havia para ser visto. Aí ele pensou: “Os ministros da educação, da guerra, das finanças, da cultura, das comunicações viram. São inteligentes. Mas eu não vejo nada! Sou burro. Não posso deixar que eles saibam da minha burrice porque pode ser que tal conhecimento venha a desestabilizar o meu governo…” O rei, então, entregou-se a elogios entusiasmados ao tecido que não havia.

O cerimonial do palácio determinou então que deveria haver uma grande festa para que todos vissem o rei em suas novas roupas. E todos ficaram sabendo que somente os inteligentes as veriam. A mídia, televisão e jornais, convidaram todos os cidadãos inteligentes a que comparecessem à solenidade.

No Dia da Pátria, a cidade engalanada, bandeiras por todos os lados, bandas de música, as ruas cheias, tocaram os clarins e ouviu-se uma voz pelos alto-falantes:

“Cidadãos do nosso país! Dentro de poucos instantes a sua inteligência será colocada à prova. O rei vai desfilar usando a roupa que só os inteligentes podem ver.”

Canhões dispararam uma salva de seis tiros. Ruflaram os tambores. Abriram-se os portões do palácio e o rei marchou vestido com a sua roupa nova.

Foi aquele oh! de espanto. Todos ficaram maravilhados. Como era linda a roupa do rei! Todos eram inteligentes.

No alto de uma árvore estava encarapitado um menino a quem não haviam explicado as propriedades mágicas da roupa do rei. Ele olhou, não viu roupa nenhuma, viu o rei pelado exibindo sua enorme barriga, suas nádegas murchas e vergonhas dependuradas. Ficou horrorizado e não se conteve. Deu um grito que a multidão inteira ouviu:

“O rei está pelado!”

Foi aquele espanto. Um silêncio profundo. E uma gargalhada mais ruidosa que a salva de artilharia. Todos gritavam enquanto riam: “ O rei está nu, o rei está nu…”

O rei tratou de tapar as vergonhas com as mãos e voltou correndo para dentro do palácio.

Quanto aos espertalhões, já estavam longe e haviam transferido os milhões que haviam ganho para um paraíso fiscal…”

Não foi bem assim que Hans Christian Andersen contou a estória. Eu introduzi uns floreados para torná-la mais atual. Agora vou contar a mesma estória com um fim diferente. Ela é em tudo igual à versão de Andersen, até o momento do grito do menino.

“O rei está pelado!

Foi aquele espanto. Um silêncio profundo. Seguido pelo grito enfurecido da multidão.

“Menino louco! Menino burro! Não vê a roupa nova do rei! Está querendo desestabilizar o governo! É um subversivo, a serviço das elites!”

Com estas palavras agarraram o menino, colocaram-no numa camisa de força e o internaram num manicômio.

Moral da estória: Em terra de cego quem tem um olho não é rei. É doido.

criado por pepauloradio    10:22 — Arquivado em: Sem categoria

16/9/08

A Ratoeira

Um rato, olhando pelo buraco da parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia que haver ali.

Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:

- Há uma ratoeira na casa! Há uma ratoeira na casa!

A galinha disse:

- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato foi até o porco e lhe disse:

- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!!!

- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu posa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.

O rato dirigiu-se então à vaca. Ela lhe disse:

- O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!

Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro.

Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher correu para ver o que havia pegado.

No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pegado a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher…

O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.

Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.

Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco.

A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.

Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.

O PROBLEMA DE UM É O PROBLEMA DE TODOS!

criado por pepauloradio    10:34 — Arquivado em: Sem categoria

12/9/08

O acidente

Bem no centro da cidade havia uma grande igreja de tijolos vermelhos, com vitrais coloridos e uma torre alta com um relógio que batia as horas. Havia, também, na torre, luzinhas intermitentes, a fim de evitar que os aviões se chocassem com ela.

A igreja estava rodeada de ruas muito largas e de grande circulação. Os veículos circulavam dia e noite em redor da igreja.

Dentro da igreja, no altar mor, via-se um Cristo, pregado e pendurado em uma cruz de madeira escura.

Nos domingos, a igreja se enchia de gente, mas, durante a semana, ela ficava quase vazia. Somente algumas velhinhas e uma ou outra freira ia à igreja para rezar ou para assistir a Missa.

Um dia desses, dois automóveis se chocaram diante da igreja. A multidão se precipitou curiosa para ver de perto os carros destroçados. Havia feridos e sangue; mas ninguém auxiliava os feridos, ninguém chamava uma ambulância. Os feridos gemiam e pediam socorro. Mas ninguém se mexia.

Chegaram até a igreja os gemidos dos acidentados. Lá do alto da cruz, Cristo escutava os ais daqueles feridos.

Então, vendo que ningue´m socorria os acidentados e com grande espanto das duas velhinhas que se encontravam na igreja, o cristo soltou dos pregos suas mãos e seus pés, desceu da cruz, correu depressa pelo meio da igreja e saiu para a rua, dirigindose ao lugar do acidente.

Os transeuntes se espantaram ao ver um homem seminu e coroado de espinhos chegar depressa ao lugar do acidente, estancar as hemorragisaas, devolver a vida a um agonizante, aplicando-lhe respiração boca a boca, e entrar em uma cabine telefônica a fim de chamar a ambulância.

As pessoas o reconheceram e começaram a exclamar, entusiasmadas:

- É Jesus; milagre, milagre!

Mas Jesus lhes disse:

- O único milagre que existe é o amor. Pouco adianta as pessoas irem à igreja, se não aprenderem a amar, especialmente os mais necessitados. É este o meu grande mandamento.

Então, lentamente, Jesus abiru passagem por entre a multidão, voltou de novo para a igreja e subiu outra vez para a cruz.

E a lenda conta que nenhum daqueles acidentados morreu e que, daquele dia em diante, a igreja foi mais freqëntada e as pessoas daquela cidade se tornaram mais solidárias

criado por pepauloradio    10:37 — Arquivado em: Sem categoria

10/9/08

Silêncio é uma virtude

Havia um monge que vivia sozinho no alto de uma montanha. Ele havia resolvido dedicar a sua vida em silêncio para assim descobrir Deus e louva-lo com sua vida silenciosa.

Um dia chegou um jovem e disse ao velho monge que queria ser seu discípulo. O mestre não disse nada. Fez apenas um sinal para que ele ficasse quieto e se sentasse ao seu lado.

O jovem, obediente, sentou-se e calou.

O tempo foi passando. Dias, meses, anos e nenhum abriu a boca para falar com o outro.

Dez anos depois, um pouco entediado o jovem, que já não era tão jovem, sentado ao lado do mestre, olhou para o céu e perguntou:

- Será que vai chover hoje?

O mestre levantou-se, exasperado, e foi indo para longe. E o jovem perguntou:

- Mestre, para onde está indo?

- Para longe de você. Você fala demais!

criado por pepauloradio    10:23 — Arquivado em: Sem categoria
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