25/6/08
Ponto de Ônibus
Jason, nosso filho mais novo, tem dois objetivos na vida. Um é divertir-se, e o outro é descansar. Ele consegue fazer essas duas coisas muito bem. Portanto, eu não deveria ter-me surpreendido com o que aconteceu quando o despachei para a escola num dia de outono.
Assim que Jason saiu para pegar o ônibus, comecei, imediatamente, a me preparar para um dia agitado. A batida na porta foi uma surpresa e interrompeu o meu ritmo da manhã, coisa que nunca consigo manter. Corri até a porta, abri-a com força e me deparei com Jason.
- O que está fazendo aqui? – interpelei-o.
- Abandonei a escola – ele me comunicou ostensivamente.
- Abandonou a escola? – repeti, sem acreditar, e falando a um decibel acima da capacidade dos ouvidos humanos.
Engolindo a raiva, tentei lembrar-me de algumas regras da psicologia materna. Mas tudo o que vinha a minha mente era “Quem não trabalha não come”, “Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”, ou coisas do gênero. Mas isso parecia não se aplicar ao dilema de um menino de seis anos. Portanto, questionei:
- Por que você abandonou a escola?
Sem hesitar, ele proclamou:
- Ela é longa demais, difícil demais, chata demais!
- Jason – eu retorqui imediatamente -, você acabou de descrever o que é a vida. Vá para o ponto de ônibus!
criado por pepauloradio
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