Histórinhas do Padre Paulo

Seleção de novas parábolas, histórinhas, contadas no Programa Bom Dia Sucesso, de Nei Paiva, na Rádio Cultura AM de Rio Claro, 1140 KHz

31/3/08

Um rapaz chamado Bill

O nome dele é Bill. Ele não penteia os cabelos, usa camiseta furada, calça jeans e anda descalço. Esse foi, literalmente, o seu guarda-roupa durante os quatro anos que estudou na faculdade.

Ele é muito inteligente, um pouco excêntrico, e muito, muito esperto. Converteu-se ao Cristianismo quando estudava na faculdade. Em frente ao campus, do outro lado da rua, existe uma igreja de bela aparência e muito conservadora, que deseja expandir seu ministério aos alunos, mas não sabe ao certo como proceder.

Certo dia, Bill decide ir até lá. Ele chega descanço, de camiseta e calça jeans e, como sempre, com os cabelos despenteados. O culto já havia começado, e Bill caminha pelo corredor à procura de um lugar. A igreja está lotada, e ele não encontra um lugar para se sentar. As pessoas olham para ele um pouco constrangidas, mas ninguém diz nada.

Bill aproxima-se cda vez mais o púlpito. Quando percebe que não há nenhum lugar vago, ele se senta no chão, em cima do carpete. (Embora este tipo de comportamento em reuniões informais da faculdade, acreditem em mim, nunca antes havia acontecido naquela igreja!) As pessoas demonstram nervosismo, e a tensão no ambiente é visível.

A essa altura, o pastor observa um diácono vindo dos fundos do templo, caminhando lentamente na direção de Bill. O diácono é um homem de mais de 80 anos, tem cabelos cinza-prata, e usa terno com colete e relógio de bolso. É um homem piedoso - muito elegante, muito respeitado, muito cortês. Apoiado em uma bengala ele se dirige ao jovem, enquanto todos dizem a si mesmos: Não se deve censurar a atitude do diácono. Nâo se pode esperar que um homem, na idade dele e com a sua experiência, entenda o que se passa na cabeça de um universitário sentado no chão.

Demora um certo tempo para o homem chegar perto do jovem. A igreja permanece em completo silêncio, quebrado apenas pelo som da bengala dauele irmão. Todos os olhares concentram-se nele; não se ouve a respiração de ninguém. As pessoas estão pensando: O pastor não poderá pregar o sermão enquanto o diácono não fizer o que tem em mente.

Agora, elas vêem o ancião derrubar a bengala no chão. Com grande dificuldade, ele se abaixa, senta-se ao lado de Bill e participa do culto ao seu lado, para que ele não se sinta sozinho. Todos se emocionam. Depois de readquirir o controle, o pastor diz:

- O que vou pregar agora jamais será lembrado por vocês. O que vocês acabaram de ver jamais será esquecido.

criado por pepauloradio    10:47 — Arquivado em: Sem categoria

28/3/08

Para meu vizinho

Certa noite, um homem chegou a nossa casa e disse:

- Há uma família na minha rua com oito filhos. Faz dias que eles não comem.

Peguei um pouco de comida e fui até lá.

Quando me aproximei daquela família, vi os rostos das criancinhas desfigurados pela fome. Não havia mágoa ou tristeza naqueles rostos; apenas sofrimento causado por uma fome terrível.

Entreguei o arroz à mãe. Ela dividiu o arroz e saiu levando a metade. Quando voltou, perguntei-lhe:

- Aonde você foi?

Ela me deu uma simples resposta:

- Fui à casa de meus vizinhos. Eles também estão com fome!

… Não me surpeendi com a atitude daquela senhora, porque as pessoas pobres são realmente muito generosas. O que me surpreendeu foi que ela sabia que seus vizinhos estavam com fome. Como regra geral, quando estamos sofrendo, concentrando-nos tanto em nós mesmos que não temos tempo para os outros.

Madre Teresa de Calcutá

criado por pepauloradio    10:41 — Arquivado em: Sem categoria

27/3/08

Madame, a senhora é rica?

Elas haviam atravessado a porta, refugiando-se da tempestade, e permaneciam abraçadas para se protegerem - duas crianças vestidas com casacos grandes e esfarrapados.

- A senhora tem jornais velhos, madame?

A mulher estava atarefada. Queria dizer não, mas olhou para os pés daquelas crianças. Sandálias pequenas e franzinas, encharcadas da chuva de granizo.

- Entrem. Vou dar-lhes uma xícara de chocolate quente.

Não houve diálogo. As sandálias encharcadas deixaram marcas nas pedras de lareira.

Serviu-lhes chocolate e torradas com geléia para fortalecê-las contra o frio lá fora. Em seguida, retornou à cozinha e recomeçou seu trabalho de preparar o orçamento da casa….

O silêncio na sala da frente causou-lhe espanto. Resolveu olhar.

A menina segurava a xícara vazia diante de si, olhando para ela. O menino perguntou com voz inexpressiva:

- Madame… a senhora é rica?

Eu, rica? Misericórdia! Claro que não!

A mulher olhou para as capas surradas de sua mobília.

A menina colocou a xícara no pires. com muito cuidado e comentou:

- As xícaras da senhora combinam com o pires.

Sua voz era fraca e cansada, com uma fome que não vinha do estômago.

As crianças saíram, segurando os fardos de jornal para se protegerem do vento. Não lhe agradeceram. Não precisavam agradecer. Elas tinham feito mais do que isso. Conjuntos simples de xícaras e pires azuis. Mas combinavam. A senhora provou as batatas e mexeu o molho. Batatas com molho substancioso de carne, um teto para morar, seu marido com emprego fixo - estas coisas também combinavam.

A senhora recolocou as cadeiras da lareira no lugar e arrumou a sala de estar. As marcas de lama das pequeninas sandálias continuavam nas pedras da lareira. Resolveu não limpá-las. Queria que estivessem ali, caso viesse me esquecer novamente de que era muito rica.

criado por pepauloradio    10:34 — Arquivado em: Sem categoria

26/3/08

Quero ser igual ao João!

João era um bêbado que se converteu milagrosamente, em uma Missão. Antes de sua conversão, ele ganhou a fama de ser uma alcoólatra sem recuperação, que passaria sua miserável existência em um gueto. Porém, após sua conversão e uma nova vida com Deus, tudo mudou. João tornou-se a pessoa mais zelosa que aueles que eram ligados à Missão conheceram. João passava dias e noites trabalhando na Missão, fazendo tudo o que precisasse ser feito. Nada do que lhe fosse pedido era considerado por ele uma tarefa humilhante. Quer fosse limpar o vômito de um bêbado que ingeriu violentas doses de álcool, quer os imundos vasos sanitários dos banheiros masculinos, João fazia o que lhe pediam com um sorriso no rosto, como se estivesse grato pela oportunidade de ajudar. Diziam que ele alimentava homens fracos que vagueavam pelas ruas e os levava para a Missão, conseguindo roupas limpas e um leito para aqueles  que não tinham forças para cuidar de si mesmos.

Certa noite, quando o dirigente da Missão estava proferindo sua mensagem evangelística à costumeira audiência composta de homens mal-humorados e cabisbaixos, houve um que levantou a cabeça, caminhou pelo corredor em direção ao púlpito e ajoelhou-se para orar, clamando a Deus para ajudá-lo a mudar de vida. O bêbado arrependido gritava repetidas vezes:

- Ó Deus! Quero ser igual ao João! Quero ser igual ao João! Quero ser igual ao João! Quero ser igual ao João!

O dirigente da Missão curvou-se e disse ao homem:

- Filho, acho que você deveria orar: "Quero ser igual ao Jesus!"

O homem olhou para o dirigente com uma expressão estranha no rosto e perguntou:

- Ele é igual ao João?

criado por pepauloradio    10:25 — Arquivado em: Sem categoria

25/3/08

Abandonado

O menino estava sentado tão próximo à senhora de roupa cinza que todos tinham certeza de que ele era alguém de sua família; por isso, quando, inconsciente, ele encostou seus sapatos enlameados na ampla saia da mulher que estava à sua esquerda, ela virou-se para a senhora de cinza e disse:

- Desculpe-me, madame, mas a senhora poderia ter a bondade de ordenar a seu filho que tenha modos? Ele está sujando minha saia com seus sapatos enlameados.

A senhora de roupa cinza corou um pouco e empurrou levemente o menino.

- Meu filho? - ela disse - Por favor, ele não é meu filho.

O menino demonstrou inquietação. Era tão pequenino que não podia encostar os pés no chão. Era tão pequenino que não podia encostar os pés no chão. Então, esticou-os diante de si, como se fossem dois varais para dependurar as roupas, e olhou para eles com ar de culpa.

- Einto muito ter sujado sua roupa - ele disse à mulher à sua esquerda. - Espero que seja fácil limpar.

- Ah, não tem importância - ela disse. Ao ver os olhos do menino fixos nos dela, complementou: - Você está indo para aquele lado da cidade sozinho?

- Estou, senhora - ele disse . - Sempre vou sozinho. Não tenho ninguém para ir comigo. Meu pai morreu, e minha mãe morreu também. Moro com a tia Clara, no Brooklyn, mas ela diz que a tia Anna também precisa ajudar a tomar conta de mim. Por isso uma vez ou duas vezes por semana, quando ela está cansada e quer ir a algum lugar para descansar, me manda passar uns dias com tia Anna. Estou indo para lá agora. Às vezes, eu não encontro tia Anna em casa, mas espero que ela esteja lá hoje, porque parece que vai chover, e eu não gosto de ficar andando na rua debaixo de chuva.

A mulher sentiu certo desconforto na garganta e disse, um tanto hesitante:

- Você é muito pequeno para andar por aí sozinho.

- Eu não me importo - ele disse. - Eu nunca fico perdido. Mas, às vezes, me sinto sozinho durante a viagem. Quando vejo alguém que poderia ser meu parente, fico bem perto dessa pessoa, só para fazer de conta que é verdade. Esta manhã eu esteva fingindo que era parente desta senhora que está do meu lado e me esqueci de tomar cuidade com meus pés. Foi por isso que sujei a roupa da senhora.

A mulher passou o braço ao redor do rapazinho e puxouo para perto dela com tanta força que quase chegou a machucá-lo. Os olhares lançados por todas as outras mulheres que ouviram aquela confidência sincera deram a entender que ela permitiria que o menino limpasse os sapatos em sua melhor e que isso a deixaria satisfeita.

criado por pepauloradio    10:53 — Arquivado em: Sem categoria

20/3/08

Um ato significativo

Tive um colega na faculdade, vítima de paralisia cerebral. Ele conseguia andar, mas com grande dificuldade, porque suas pernas e braços movimentavam-se em todas as direções, sem a coordenação motora que transforma a caminhada em uma tarefa simples e normal.
Suas palavras eram balbuciadas, lentas e pausadas, exigindo grande atenção do ouvinte para entendê-las. Contudo, não havia nenhum problema com sua mente. E sua personalidade vibrante, bem como seu sorriso espontâneo, serviam de estímulo aos colegas de classe e a todos os que tinham contato com ele.

Certo dia, ele se aproximou de mim angustiado por causa de um problema, pedindo-me que orasse em seu favor. Durante a oração, rpoferi algumas palavras rotineiras como estas: Ó Senhor, ajuda este homem a vencer o seu problema. Quando abri meus olhos, meu colega estava chorando em silêncio.

Perguntei-lhe o que havia de errado, e ele respondeu, gaguejando:

- Você me chamou de homem. Nunca ninguém me chamou de homem antes.

criado por pepauloradio    10:26 — Arquivado em: Sem categoria

19/3/08

Pequenina Flor

Fiorello LaGuardia foi prefeito de Nova York na pior época da Grande Depressão e durante toda a Segunda Guerra Mundial. Ele era chamado pelos cidadãos apaixonados por Nova York de "Pequenina Flor", porque tinha apenas 1,60m de altura e sempre usava uma flor vermelha na lapela. LaGuardia era uma figura pitoresca, que costumava andar nos carros de bombeiros da cidade, invadir botequins com a polícia, e levar um orfanato inteiro a um jogo de beisebol. Quando os jornais de Nova York entravam em greve, ele se dirigia a uma emissora de rádio e lia a seção recreativa da edição de domingo para as crianças.

Numa noite muito fria, em janeiro de 1935, o prefeito apareceu num tribunal noturno que atendia o bairro mais pobre da cidade. Naquela noite, LaGuardia dispensou o juiz e assumiu o seu lugar. Após alguns minutos, uma senhora vestida com trajes esfarrapados foi trazida dinate dele, acusada de ter roubado um filão de pão. A senhora contou a LaGuardia que seu genro abandonara o lar deixando sua filha doente e seus dois netos passando fome. Mas o padeiro de quem ela havia roubado o pão recusava-se a retirar a queixa.

- Eles são péssimos vizinhos, Excelência - disse o homem ao prefeito. - Ela precisa ser punida para que isso sirva de lição às outras pessoas da redondeza.

LaGuardia deu um longo suspiro. Virou-se para a mulher e disse:

- Eu preciso punir a senhora. A lei não permite exceções. Dez dólares ou dez dias na cadeia.

Enquanto pronunciava a sentença, o prefeito enfiou a mão no bolso, retirou uma nota, atirou-a dentro de seu famoso sombrero e disse:

- Aqui estão os dez dólares da multa que eu cancelo neste momento; e agora vou multar cada pessoa desta sala, em 50 centavos, por viver em uma cidade onde uma cidadã necessita roubar pão para dar de comer a seus netos. Sr. Bailiff, faça a  coleta das multas e entregue-as à ré.

No dia seguinte, os jornais de Nova York noticiaram que os US$ 47,50 arrecadados foram entregues à assustada senhora que havia roubado um filão de pão para alimentar seus netos, sendo que 50 centavos dessa quantia foram pagos pelo padeiro, que tinha o rosto ruborizado de vergonha, enquanto cerca de 70 pessoas acusadas de pequenos delitos ou violações das leis de trânsito e alguns policiais de Nova York, que se sentiram privilegiados em contibuir com 50 centavos, levantaram-se para ovacionar o prefeito.

criado por pepauloradio    10:46 — Arquivado em: Sem categoria

18/3/08

Ele necessitava de um filho

A enfermeira acompanhou um jovem cansado e ansioso até o leito de um senhor idoso.

- Seu filho está aqui - murmurou a enfermeira ao paciente.

Ele teve de repetir as palavras várias vezes até o paciente abrir os olhos. Ele havia  recebido uma forte dose de sedativo, em razão de uma dor no peito causada por um ataque cardíaco. Com a vista turva, ele viu o jovem em pé, perto do balão de oxigênio.

O paciente estendeu a mão, e o jovem apertou-a com força para transmitir-lhe uma mensagem de ânimo. A enfermeira colocou uma cadeira ao lado do leito. O jovem passou a noite toda segurando a mão do ancião e proferindo delicadas palavras de esperança. O moribundo não disse nada. limitando-se a seguram com força a mão de seu filho.

Quando o dia começou a clarear, o paciente morreu. O jovem colocou a mão sem vida no leito e saiu para avisar a enfermeira colocou uma cadeira ao lado do leito. O jovem passou a noite toda segurando a mão do ancião e proferindo delicadas palavras de esperança. O moribundo não disse nada, limitando-se a seguram com força a mão de seu filho.

Quando o dia começou a clarear, o paciente morreu. O jovem colocou a mão sem vida no leito e saiu para avisar a enfermeira. Enquanto a enfermeira tomava as providências necessárias, o jovem permaneceu ali, esperando. Ao terminar sua tarefa, a enfermeira virou-se para lhe dar os pêsames. Mas ele a interrompeu:

- Quem era aquele homem? - perguntou o jovem.

Perplexa, a enfermeira replicou:

- Pensei que fosse seu pai.

- Não, ele não era meu pai. Nunca o vi em toda a minha vida.

- Então por que você não me contou isso quando o levei até ele? - perguntou a enfermeira.

O jovem respondeu:

- Eu sabia que ele necessitava da companhia de seu filho, e seu filho não estava aqui. Quando percebi que o seu estado era tão grave que ele não poderia saber se eu era ou não o seu filho, compreendi quanto ele necessitava de mim.

criado por pepauloradio    10:39 — Arquivado em: Sem categoria

17/3/08

Eu quero aquele

Uma vez um fazendeiro que queria vender alguns cachorrinhos. Ele confeccionou uma placa, oferencendo os animais, e pregou-a em um poste ao lado de seu jardim. Enquanto pregava a placa no poste, alguém puxou seu casaco. Ele olhou  para baixo e viu um garotinho segurando alguma coisa e mostrando um largo sorriso no rosto.

- Senhor - disse ele - , quero comprar um desses cachorrinhos são de uma raça especial e custam muito caro.

O menino abaixou a cabeça por alguns instantes. Em seguida, olhou para o fazendeiro e disse:

- Tenho 39 centavos. Com esse dinheiro, posso dar uma olhada?

- Claro - respondeu o fazendeiro. Ele assobiou e chamou: - Dolly. Aqui Dolly.

Dolly saiu de sua casinha e desceu a rampa, seguida por quatro bolinhas felpudas. Os olhos do menino brilharam de alegria.

Em seguida, saiu  mais uma bolinha felpuda da casinha, visivelmente bem menor que as outras. O cachorrinho desceu a rampa e correu, mancando, o mais rápido que podia, tentando alcançar os outros. Era, sem dúvida alguam, o menor da ninhada.

O garotinho encostou o rosto na cerca e gritou, apontando para o menor:

- Eu quero aquele!

O fazendeiro abaixou-se e disse:

- Filho, você não deve querer aquele cachorrinho. Ele nunca será capaz de correr e brincar como você gostaria.

Ao ouvir isso, o garotinho curvou-se e levantou uma perna da calça, deixando à mostra um suporte de aço que passava pelos dois lados de sua perna e se prendia a um sapato especfial. Olhando para o fazendeiro, ele disse:

- Veja, senhor, eu também não corro muito bem, e ele vai necessitar de um amigo como eu.

criado por pepauloradio    10:34 — Arquivado em: Sem categoria

6/3/08

Os cães

Desejando o Mestre que os discípulos se conscientizassem de que há ações inúteis que não vale a pena começa a realizar, mesmo quando apresentam algum atrativo, de que não se pode perder tempo, de que o reino dos céus sofre violência e é preciso evitar confundir-se, disse-lhes um dia:

- Há pessoas que se portam como cães, que se lançam latindo contra os carros, sem perceber que não podem causar dano algum ao veículo, e que se se descuidarem um pouco, podem ser atropelados.

Vocês, pois, não percam tempo em ações que só têm por finalidade o simples protesto.

Recordem sempre que uma coisa é ser profeta, e outra, reles advogado sem causa.

criado por pepauloradio    10:26 — Arquivado em: Sem categoria
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