11/1/08
A caridade
Certa dama muito rica, desejava praticar a caridade de forma ampla e eficiente.
Depois de refletir alguns dias, resolveu aconselhar-se com um amigo que desfrutava excelente conceito pela sua grande sabedoria e pelo seu bom coração.
- Encantado, porém há uma caridade de primeiro gruau, a que todos estamos obrigados. Consiste em evitar que o próximo padeça por nossa culpa. A simplicidade e a sobriedade devem ser imitadas porque diminuem a dor da espécie humana… enquanto a vaidade, a ostentação, e o luxo a aumentam de muito. Assim não se pode esquecer de que a legítima caridade começa pelos que estão mais próximos, entre os quais os mais humildes servidores. Realizado tudo isto, se ainda mais for possível, iniciará outra caridade ainda maior.
- Solicitei sua opinião sobre a melhor forma de empregar o meu dinheiro em obras de beneficência. Não pedi conselhos sobre a minha vida.
- Acreditei, senhora, que se tratava de vossa caridade de vosso amor aos que sofrem. Vejo, porém, que toda dúvida está em como deveis empregar voso dinheiro. Em tal caso, entendo que deveis consultar um homem de negócios.
A preciosa senhora resolveu refletir melhor. E é o que faz agora.
Do livro: Terra Virgem - Constâncio C. Vigil
criado por pepauloradio
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