Histórinhas do Padre Paulo

Seleção de novas parábolas, histórinhas, contadas no Programa Bom Dia Sucesso, de Nei Paiva, na Rádio Cultura AM de Rio Claro, 1140 KHz

31/1/08

A borboleta no casulo

Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo; um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.

Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso.

Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais. Então o homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho e eera pequeno e tinha as asas amassadas.

O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar a tempo.

Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ele nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua gentileza e vontade ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que a natureza fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.

Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida. Se passássemos esta nossa vida sem qualquer obstáculos, nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido.

Eu quis Força… e recebi Dificuldades para me fazer forte.

Eu quis Sabedoria…. e recebi Problemas para resolver.

Eu quis Prosperidade… e recebi Cérebro e Músculos para trabalhar.

Eu quis Coragem…. e recebi Perigo para superar.

Eu quis Amor… e recebi pessoas com Problemas para ajudar.

Eu quis Favores… e recebi Oportunidades.

Eu não tive nada do que quis…. Mas eu recebi tudo de que precisava.

criado por pepauloradio    9:41 — Arquivado em: Sem categoria

24/1/08

A mais bela flor

O estacionamento estava deserto quando me sentei para ler embaixo dos longos ramos de um velho carvalho.

Desiludido da vida, com boas razões para chorar, pois o mundo estava tentando me afundar.

E se não fosse razão suficiente para arruinar o dia, um garoto ofegante chegou cansado de brincar. Ele parou na minha frente, cabeça pendente, e disse cheio de alegria:

- Veja o que encontrei!

Na sua mão uma flor, e que visão lastimável, pétalas caídas, pouca água ou luz.

Querendo me ver livre do garoto com sua flor, fingi pálido sorriso e me virei. Mas ao invés de recurar ele se sentou ao meu lado, levou a flor ao nariz e declarou com estranha surpresa:

- O cheiro é ótimo, e é bonita também… Por isso a peguei; ei-la é sua.

A flor à minha frente estava morta ou morrendo, nada de cores vibrantes como laranja, amarelo ou vermelho, mas eu sabia que tinha que pegá-la, , ou ele jamais sairia de lá.

Então me estendi para pegá-la e respondi:

- O que eu precisa.

Mas, ao invés de colocá-la na minha mão, ele a segurou no ar sem qualquer razão. Nessa hora notei, pela primeira vez, que o garoto era cego, que não podia ver o que tinha nas mãos.

Ouvi minha voz sumir, lágrimas despontaram ao sol enquanto lhe agradecia por escolher a melhor flor daquele jardim.

- De nada, ele sorriu.

E então voltou a brincar sem perceber o impacto que  teve em meu dia. Sentei-me e pus-me a pensar como ele conseguiu enxergar um homem auto-piodoso sob um velho carvalho.

Como ele sabia do meu sofrimento auto-indulgente?

Talvez no meu coração ele tenha sido abençoado com a verdadeira visão. Através dos olhos de uma criança cega, finalmente entendi que o problema não era o mundo, e sim EU.

E por todos os momentos em que eu mesmo fui cego, agradeci por ver a beleza da vida e apreciei cada segundo que é só meu. E então levei aquela feia flor ao meu nariz e senti a fragância de uma bela rosa, e sorri enquanto via aquele garoto, com outra flor em suas mãos, prestes a mudar a vida de um insuspeito senhor de idade.

criado por pepauloradio    9:38 — Arquivado em: Sem categoria

23/1/08

Eu partilhei

Em Cataguazes, cidade da Zona da Mata Mineira, uma mendiga certa vez pediu algo para comer em uma casa. A dona da casa, não tendo o que dar a ela para comer e como era período de inverno deu a ela um cobertor.

Passado alguns a senhora viu a mendiga debaixo de uma marquise com o cobertor todo rasgado e ficou indignada.

Porém, após alguns dias a mendiga retornou à mesma casa é pediu novamente algo para si, a dona da casa não escondeu a indignação e lhe disse:

- Não vou lhe dar nada, pois dei-lhe um cobertor e você, não o valorizou, mas, ao contrário, o rasgou todo.

A mendiga respondeu:

- Valorizei sim, e muito. É que um amigo meu estava com frio e como não tivesse com o que cobrir eu partilhei o cobertor que a senhora me deu.

criado por pepauloradio    9:23 — Arquivado em: Sem categoria

21/1/08

As duas mães

Então vieram duas mulheres prostitutas ao rei e puseram-se perante ele. E disse-lhe uma das mulheres:

- Ah, meu senhor, eu e esta mulher moramos numa mesma casa; eu tive um filho, morando com ela naquela casa. E sucedeu que, ao terceiro dia depois de meu parto, também esta mulher teve um filho. Estávamos juntas; estranho nenhum estava conosco na casa… continua..

criado por pepauloradio    9:44 — Arquivado em: Sem categoria

18/1/08

Fátima, a fiandeira

Em uma ilha perto de Creta vivia Fátima e seu pai um grnade fiandeiro que trabalhava para o rei da Grécia. Eles eram muito felizes e tinham um padrão de vida muito bom.

Um dia o pai de Fátima recebeu um chamado do rei para irem até Creta a fim de executarem alguns serviços para ele. Então o grande fiandeiro disse:

- Fátima nosso patrão nos aguarda em Creta prepare-se para viajarmos e encontrá-lo.

O barco então parte da ilha e os dois vão de encontro ao rei. Mas o mar é traiçoeiro e uma grande tempestade atinge a embarcação e Fátima naufraga indo parar em Alexandria e seu pai vem a falecer.

Fátima então pensa: "O que farei agora, meu pai está morto e eu náufraga aqui nesta terra desconhecida".

Mas a sorte sorri para Fátima e ela é encontrada por um casal de tecelões que a adotam como filha. Então podemos dizer que Fátima mais uma vez encontra, agora aprendendo o ofício de tecelã e com seus novos pais.

Fátima, então recebe mas uma virada em sua vida. Ela passeava alegremente quando bárbaros invadem sua aldeia e a seqüestaram vindo ela a ser levada para o mercado de escravos em Istambul.

O mercado de escravos era um lugar sujo com com muitas tendas e pessoas. Havia então um grande e próspero serralheiro que construiamastro para navios e viu Fátima sendo vendida como escrava e sentiu grande pena dela.

Continua…

criado por pepauloradio    10:04 — Arquivado em: Sem categoria

17/1/08

O leão e o rato

Um Leão foi acordado por um Rato que passou correndo sobre seu rosto. Com um salto ágil ele o capturou e estava pronto para matá-lo, quando o Rato suplicou:

- Se o senhor poupasse minha vida, tenho certeza que poderia um dia retribuir sua bondade.

O Leão deu uma gargalhada de desprezo e o soltou.

Aconteceu que pouco depois disso o Leão foi capturado por caçadores, que o amarraram com fortes cordas no chão.

O Rato, reconhecendo seu rugido, se aproximou, roeu as cordas, e libertou-o dizendo:

- O senhor achou ridícula a idéia de que eu seria capaz de ajudá-lo, nunca esperava receber de mim qualquer compensação pelo seu favor; mas agora sabe que é possível mesmo a um Rato conceber um favor a um poderoso Leão.

Pequenos amigos podem se revelar grandes aliados.

criado por pepauloradio    9:27 — Arquivado em: Sem categoria

16/1/08

Inscrição na Catedral de Lubeck (Alemanha)

Vós me chamais de Mestre… e não me interrogais.

Vós me chamais a Vossa Luz… e não Me vedes.

Vós me chamais a Verdade… e não credes em Mim.

Vós me chamais o Caminho… e não me seguis.

Vós me chamais a Vida…. e não me desejais.

criado por pepauloradio    9:25 — Arquivado em: Sem categoria

15/1/08

Coitado do cachorro…

Eram dois vizinhos. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. O homem comprou um pastor alemão. Papo de vizinho:

- Mas ele vai comer o meu coelho.

- De jeito nenhum. Imagina! O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos, pegar amizade. Entendo de bicho. Problema nenhum.

E parece que o dono do cachorro tinha razão. Juntos cresceram e amigos ficaram. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa.

As crianças, felizes. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho.

Isso na sexta-feira. No domingo, de tardinha, o dono do cachorro e a família tornavam um lanche, quando entra o pastor alemão na cozinha.

Pasmo, trazia o coelho entre os dentes, todo imundo, arrebentado, sujo de terra e, é claro, morto. Quase mataram o cachorro.

- O vizinho estava certo. E agora!

- É agora que eu quero ver!

A primeira providência foi bater no cachorro, escorraçar o animal, para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. lClaro, só podia dar nisso.

Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora? Todos se olhavam. O cachorro ganindo lá fora, lambendo as pancadas.

- Já pensaram como vao ficar as crianças?

- Cala a boca!

Não se sabe exatamente de quem foi a idéia, mas era infalível.

- Vamos dar um banho no coelho, deixar ele bem limpinho, depois a gente seca com o secador da sua mãe e o colocamos na casinha dele no quintal. Como o coelho não estava muito estraçalhado, assim fizeram. Até perfume colocaram no falecido. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças.

E lá foi colocado, com as perninhas cruzadas, como convém a um coelho cardíaco. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. Notam o alarido e os gritos das crianças. Descobriram!

Não deu cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta.

Branco, lívido, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.

- O que foi? Que cara é essa?

- O coelho… o coelho…

- O que tem o coelho?

- Morreu!

- Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem….

- Morreu na sexta-feira!

- Na sexta?

- Foi. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal!

A história termina aqui. O que aconteceu depois não importa. Ninguém sabe. Mas o personagem que mais cativa nesta história toda, o protagonista da história, é o cachorro.

Imagine o pobre do chachorro que, desde sexta-feira, procurava em vão pelo amigo de infância, o coelho. Depois de muito farejar descobre o corpo, morto, enterrado. O que faz ele?

Provavelmente com o coração partido, desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. Provavelmente estivesse até chorando, quando começou a levar pancada de tudo quanto é lado.

O cachorro é o herói. O bandido é o dono do cachorro.

criado por pepauloradio    10:08 — Arquivado em: Sem categoria

11/1/08

A caridade

Certa dama muito rica, desejava praticar a caridade de forma ampla e eficiente.

Depois de refletir alguns dias, resolveu aconselhar-se com um amigo que desfrutava excelente conceito pela sua grande sabedoria e pelo seu bom coração.

- Encantado, porém há uma caridade de primeiro gruau, a que todos estamos obrigados. Consiste em evitar que o próximo padeça por nossa culpa. A simplicidade e a sobriedade devem ser imitadas porque diminuem a dor da espécie humana… enquanto a vaidade, a ostentação, e o luxo a aumentam de muito. Assim não se pode esquecer de que a legítima caridade começa pelos que estão mais próximos, entre os quais os mais humildes servidores. Realizado tudo isto, se ainda mais for possível, iniciará outra caridade ainda maior.

- Solicitei sua opinião sobre a melhor forma de empregar o meu dinheiro em obras de beneficência. Não pedi conselhos sobre a minha vida.

- Acreditei, senhora, que se tratava de vossa caridade de vosso amor aos que sofrem. Vejo, porém, que toda dúvida está em como deveis empregar voso dinheiro. Em tal caso, entendo que deveis consultar um homem de negócios.

A preciosa senhora resolveu refletir melhor. E é o que faz agora.

Do livro: Terra Virgem - Constâncio C. Vigil

criado por pepauloradio    9:40 — Arquivado em: Sem categoria

10/1/08

A arte da oratória

Conta Mark Twain: "Alguns anos atrás, estava assistindo a um ofício religioso quando um missionário veio fazer a pregação do dia. Começou a falar sobre a caridade, com tal brilho, que a todos comoveu. Não fugi ao sentimento geral, e já tinha uma nota de 100 dólares na mão para colocar na bandeja de doações. Via gente até com mais  dinheiro nas mãos para doar.

Pois bem, atingindo o clímax, o orador não soube parar, e continuou falando e falando. O calor ia ficando mais forte e o sono ia se apoderando dos ouvintes. Meu entusiasmo foi descendo, descendo até 50 dólares. O homem continuou a falar, e meu entusiasmo e meus dólares continuaram a descer. Finalmente quando a bandeja passou por mim, coloquei nela 10 centavos".

criado por pepauloradio    9:39 — Arquivado em: Sem categoria
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