Histórinhas do Padre Paulo

Seleção de novas parábolas, histórinhas, contadas no Programa Bom Dia Sucesso, de Nei Paiva, na Rádio Cultura AM de Rio Claro, 1140 KHz

24/12/07

Feliz natal pra você e para sua família!

Que bom que você está por aqui!

Quero desejar-lhe um feliz e santo natal!

 

criado por pepauloradio    10:20 — Arquivado em: Sem categoria

Feliz natal pra você!

O que é Natal mesmo?

Andar pelas ruas durante estes dias é muito bonito mesmo. Luzes intermitentes e coloridas. Árvores com seus frutos luminosos. Homens vestidos de vermelho que não trazem nenhuma reinvidicação; apenas pro-clamam a necessidade do consumo.

Em um ou outro lugar está retratada a cena primordial: um casal ladeia um bebê deitado em um colchão de folhas; outros personagens estáticos contemplam a cena. As pessoas passam por esse adereço como passam por todos os outros. As crianças fazem filas para contar a um papai profissional o que querem ganhar de presente.

É preciso que se diga, que se lembre do que se trata o Natal! Alguém que, com carinho-coragem, pegue as crianças pela mão e conte as belas histórias de uma noite em Belém. Onde burro, vaca e estrela fazem parte da história. História que não tem terror nem violência, mas que emociona pela singeleza e pela vitória sobre as dificuldades.

Quem são Gaspar, Melquior e Baltazar? Quem, já nos primórdios, clamava: "Paz na terra aos homens"? Para que serve mesmo uma estrela? (Aliás não tenho visto muita gente contemplar as estrelas…)

Afinal de contas… o que é o Natal mesmo?

criado por pepauloradio    10:19 — Arquivado em: Sem categoria

Um presente para a irmã

O homem por detrás do balcão olhava a rua de orma distraída. Uma garotinha se aproximou da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrine. Os olhos da cor do céu, brilhavam quando viu um determinado objeto. Entrou na loja e pediu para ver o colar de turquesa azul.

- É para minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito? diz ela.

O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou:

- Quanto dinheiro você tem?

Sem exitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós. Colocou-o sob4re o balcão e feliz disse:

- Isso dá?

Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa.

- Sabe, quero dar este presente para minha irmã mais velha. Desde que nossa mãe morreu ela cuida da gente e não tem tempo para ela. É aniversário dela e tenho certeza que ficará feliz com o colar que é da cor de seus olhos.

O homem foi para o interior da loja, colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde.

- Tome e leve com cuidado, disse o homem para a garota.

Ela saiu feliz saltintando pela rua abaixo. Ainda não acabara o dia quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos azuis adentrou a loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou:

- Esse colar foi comprado aqui?

- Sim senhora.

- E quanto custou?

- Ah, falou o dono da loja, o preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e cliente.

- Mas minha irmã tinha somente algumas moedas! O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo!

O homem tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e o devolveu à jovem.

- Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar. Ela deu tudo o que tinha.

O silêncio encheu a pequena loja e duas lágrimas rolaram pela face emocionada da jovem enquanto suas mãos tomavam o pequeno embrulho.

" Verdadeira doação é dar-se por inteiro, sem restrições. Gratidão de quem ama não coloca limiter para gestos de ternura. Seja sempre grato, mas não espere pelo reconhecimento de ninguém. Gratidão com amor não apenas aquece quem recebe, como reconforta quem ofererece".

criado por pepauloradio    10:18 — Arquivado em: Sem categoria

19/12/07

É lindo o meu cavalo!…

Eram dois irmãos. Um era muito otimista e amava a vida; o outro vivia cabisbaixo, triste, e não gostava muito de brincar.

Próximo do Natal, o pai chamou ambos e quis saber o que cada um deles queria de presente.

O otimista foi logo pedindo um cavalo para passear pelos campos e fazer muitas aventuras. O segundo pediu uma bicicleta para passear.

Quando chegou o grande dia, o pai trouxe a bicicleta, mas não conseguiu comprar o cavalo a tempo de trazê-lo, devido a muitas dificuldades que isto implicava: o transporte, uma baia, ração, etc… Mas para não deixar o filho decepcionado, trouxe ao menos o cabresto do animal.

Quando entregou a bicicleta para o pessimista, este disse:

- Na verdade, eu não sei bem se eu queria esta bicicleta; vou ter de curdar dela todo dia, vou ter de guardá-la, pode ser que eu caia dela…

Enquanto isto, o outro já estava afoito:

- E o meu cavalo? Que cor é o eu cavalo?

Antes de poder explicar ao menino que o cavalo não chegara a tempo, o pai lhe mostrou o cabresto. Antes de ter tempo de dizer mais uma palavra, o garoto tomou-lhe o cabresto da mão do pai e correu para o quintal gritando de alegria:

- Cadê o meu cavalo? É lindo o meu cavalo!…

criado por pepauloradio    9:28 — Arquivado em: Sem categoria

18/12/07

Sadako e a garça

Ela era uma menina japonesa, nascida na cidade de Hiroshima. Nasceu em 1942. Em 1945, os americanos lançaram sobre Hiroshima uma bomba atômica, que matou mais de 300 mil pessoas num só dia. Sadako tinha três anos e sobreviveu a toda aquela tristeza de morte e destruição. Sadako foi crescendo. Era uma menina alegre, gostava de estudar e também de praticar esportes. Estava se tornando um atleta.

Com 10 anos, quando estava participando de uma corrida, começou a se sentir mal. Suas pernas ficaram bambas, e ela desmaiou. Foi levada às pressas ao hospital. Os médicos diagnosticaram que Sadako estava com a doença da bomba. Muitas pessoas morreram quando a bomba explodiu, mas outras sofreram as conseqüências da bomba por um período muito longo. Sadako estava com leucemia.

Certo dia, uma amiga da escola de Sadako foi visitá-la. Levou para ela uma dobradura de uma garça. A garça é uma ave muito querida entre os japoneses. A amiga de Sadako, entregando a dobradura, disse que se ela fizesse 1.000 dobraduras como aquela, poderia realizar um desejo, pois eciste uma lenda que diz que a garça vive mil anos. Sadako chegou a dobrar 646 e morreu.

No dia do seu enterro, vieram crianças e trouxeram 354 garças dobradas, aquelas que faltavam para completar 1000 dobraduras de garças foram colocadas no túmulo de Sadako. O desejo dela era que no mundo houvesse PAZ, que nenhuma criança morresse em conseqüência da guerra, que entre as pessoas pudesse haver mais PAZ e AMOR.

A garça ficou conhecida como símbolo da PAZ. Na cidade de Hiroshima, erqueram um monumento em homenagem a Sadako.

criado por pepauloradio    9:37 — Arquivado em: Sem categoria

12/12/07

Não estou eu aqui que sou sua mãe?

Quem ocupava grande parte do que hoje é o México, antes da chegada dos europeus, eram os astecas [ver artigo na Wikipédia]. Eles eram politeístas e conviviam com a morte na prática de sua religião. Faziam sacrifícios humanos ao "deus sol" temendo que a "engrenagem do mundo" deixasse de funcionar. Anualmente crianças eram sacrificadas. Acreditava-se que quanto mais elas chorassem, mais chuva o "deus sol" proveria.
Com a dominação espanhola, os sacrifícios humanos foram proibidos, mas continuavam vivos os mitos religiosos daquele povo. Os missionários esforçaram-se muito para que os astecas descobrissem e aceitassem Deus, que é maior que o sol, a lua e tudo aquilo que eles consideravam divindades. Poucos se convertiam.

Em 1525, toda pequena família de Cuauhtlatoatzin, um índio asteca, converteu-se ao catolicismo. Após o batismo passou a chamar-se Juan Diego. Ele pertencia a casta mais desprezada dos astecas, a dos tlamenes, que só não eram inferiores aos escravos. Estes dedicavam-se aos trabalhos mais humildes e difíceis.
Juan levava a sério a rígida espiritualidade católica da época. Todos os domingos caminhavam, ida e volta, 24 quilômetros, da sua aldeia para participar da Missa, comungar e aprofundar a instrunção religiosa em Tlatelolco. Para isso tinha que acordar muito cedo para poder voltar à hora do trabalho. Hoje em dia tem gente que não tem coragem de caminhar algumas quadras para ir a igreja.

No dia 9 de dezembro de 1531, Juan Diego dirigia-se ao convento dos franciscanos em Tlatelolco. Eram seis horas da manhã quando, perto do monte Tepeyac, acreditava estar ouvindo o canto de pássaros e uma voz que o chamva afetuosamente. Ele prociroru quem o chamara e de onde vinham sins tão agradáveis. Acreditou que estava lá visiveu uma Jovem Rainha, de uns 15 anos, resplandecente, revestida pelo sol, com estrelas no manto, com a lua sobre os pés (a lua, o sol e as estrelas eram divindades para os astecas). Ela teria dito ser a mãe do verdaeiro Deus e que muito desejasse que ali fosse construído um templo.
O bispo em nada acreditou. Pensou que era astúcia do índio para conseguir uma igreja mais perto…
No outro dia, Juan Diego viu novamente a Jovem Mãe. Explicou-a que o bispo não acreditou em seu testemunho, mas ela pediu que voltasse e insistisse. Isso fez o índio, mas o bispo achava que o ele tinha tido uma ilusão.
No dia 11 de dezembro, Juan [ao lado: “Verdadeiro retrato de Juan Diego", autor anônimo] não foi ao monte, Juan Bernadino, pois foi visitar o seu tio que estava gravemente doente de varíola. No outro dia, um sacerdote foi chamado para ministrar os últimaos sacramentos do tio, que certamente já estava perto da morte. Ao chegar perto do monte, quis desviar para não encontrar-se com a Senhora e não chegar tarde com o sacerdote… Mas ela o barrou. Ele apressou-se a contar-lhe sobre o doente. Ela teria respondido: "Não estou aqui eu que sou tua Mãe? Não te aflija a doença de teu tio, pois ele já sarou". Foi alegremente avisar ao bispo em sua casa, cortou algumas rosas que repetinamente surgiram no alto do monte Tepeyac.
Ao chegar lá, os criados do bispado ficaram espantandos com a beleza e o aroma das rosas, ainda mais naquela época que não era período de floração. Quando Dom Juan de Zumárraga o recebeu, Juan Diego abriu a dobra de seu poncho e caíram magníficas e abundantes rosas de Toledo. Pouco depois de elas caírem no chão, milagrosamente, surgiu a imagem que você vê logo no início dessa postagem no manto do índio.
No dia seguinte, Juan descobriu que seu tio estava completamente curado e vira, exatamente como descrevera o sobrinho, a Jovem Rainha.
Em 1531 oito minhões de índios pediram o batismo católico, por amor à "Jovem Rainha" que um deles disse ter visto no monte Tepeyac.
Hoje a imagem está no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe no México e é objeto de inúmeras investigações científicas. No próximo post veja o que descobriram sobre esse milagre.
Quem faz o milagre é Deus, mas Maria é seu maravilhoso instrumento de evangelização, um canal de graças, intercedendo pelos povos da América Latina e de todo o mundo. Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós!

criado por pepauloradio    9:22 — Arquivado em: Sem categoria

11/12/07

Porque Ele é Amor!

Durante a Segunda Guerra Mundial, um oficial francês foi servir no Marrocos, onde a maioria da população era mulçumana; adoradores de Alá. Mas o oficial era católico.

Certo dia ele estava junto com outro oficial marroquino, mulçumano, em uma praça, conversando. Eis que passa um sacerdote carragando a Eucaristia para um doente. O oficial católico, francês, se ajoelhou quanto do sacerdote passou… Depois que se levantou, intrigado, o oficial mulçumano lhe interrogou:

- Eu de fato não entendo este deusinho de vocês, que se esconde em um pedacinho de pão; isto não cabe na minha cabeça…. O nosso grande Alá não pode se esconder dentro de um pão…. Ele é maior que o céu, maior do que a terra, do que o mar… e nada lhe pode conter.

Então o oficial católico lhe repondeu:

- O nosso Deus aceita se esconder em um minúsculo pedacinhode pão, porque Ele é Amor!

criado por pepauloradio    9:02 — Arquivado em: Sem categoria

7/12/07

A parábola da rosa

Um homem plantou uma rosa e passou a regá-la constantemente.

Antes que ela desabrochasse, ele a examinou e viu o botão que em brevee desabrocharia, mas notou espinhos sobre o talo e pensou: "Como pode uma flor tão bela vir de uma planta rodeada de espinhos tão afiados?"

Entristecido por este pensamento, ele se recusou a regar a rosa antes mesmo de estar pronta para desabrochar, e ela morreu.

Assim é com muitas pessoas.

Dentro de cada alma há uma rosa:

São as qualidades dadas por Deus. Dentro de cada alma temos também os espinhos: são nossas faltas.

Muitos de nós olhamos para nós mesmos e vemos apenas os espinhos, os defeitos.

Nós nos desesperamos, achando que nada de bom pode vir de nosso interior.

Nós nos desesperamos, achando que nada de bom pode vir de nosso interior.

Nós nos recusamos a regar o bem dentro de nós, e consequentemente, isso morre. Nunca percebemos o nosso potencial.

Algumas pessoas não vêem a rosa dentro delas mesmas.

Portanto alguém mais deve mostrar a elas.

Um dos maiores dons que uma pessoa pode possuir ou compartilhar é ser capaz de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro de outras pessoas.

Esta é a característica do amor.

Olhar uma pessoa e conhecer suas verdadeiras faltas.

Aceitar aquela pessoa em sua vida, enquanto reconhece a beleza em sua alma e ajudá-la a perceber que ela pode superar suas aparentes imperfeições. Se nós mostrarmos a essas pessoas a rosa, elas superarão sues próprios espinhos.

Só assim elas poderão desabrochar muitas e muitas vezes.

Portanto sorriam e descubram as rosas que existem dentro de cada um de vocês e das pessoas que amam… 

criado por pepauloradio    9:40 — Arquivado em: Sem categoria

6/12/07

O hoje e o amanhã

Era uma vez um garoto que nasceu com uma doença que não tinha cura, tinha 17 anos e podia morrer a qualquer momento.

Sempre viveu na casa de seus pais, sob o cuidado constante de sua mãe.

Um dia decidiu sair sozinho e, com a permissão da mãe, caminhou pela sua quadra, olhando as vitrines e as pessoas que passavam. Ao passar por uma loja de discos, notou a presernça de uma garota, mais ou menos de sua idade, que parecia ser feita de ternura e beleza.

Foi amor a primeira vista.

Abriu a porta e entrou, sem olhar para mais nada que não a sua amada.

Aproximando-se timidamente, chegou ao balcão onde estava. Quando viu, ela deu-lhe um sorriso e perguntou se podia ajudá-lo em alguma coisa. Era o sorriso mais lindo que ele havia visto, e a emoção foi tão forte que ele mal conseguia dizer que queria um CD. Pegou o primeiro que encontrou sem olhar de quem era, e disse:

- Esse aqui…!

- Quer que embrulhe para presente? - perguntou a garota sorrindo ainda mais…

Ele balançou a cabeça para dizer que sim e disse:

- É para mim mesmo mas eu gostaria que você embrulhasse.

Ela saiu do balcão e voltou pouco depois, com o CD muito bem embalado. Ele pegou o pacote e saiu, louco de vontade de fcar por ali, admirando aquela figura divina.

Daquele dia em diante, todas as tardes voltava à loja de discos e comprava um CD qualquer. Todas às vezes a garota deixava o balcão e voltava com um embrulho cada vez mais bem feito, que ele guardava no seu quarto, sem sequer abrir.

Ele estava apaixonado, mas tinha medo da reação dela, e assim por mais que ela sempre o recebesse com um sorriso doce, não tinha coragem para convidá-la para sair e conversar.

Comentou sobre isso com sua mãe e ela o incentivou muito a chamá-la para sair.

Um dia ele se encheu de coragem e foi para a loja. Como todos os dias comprou outro CD e como sempre, ela foi embrulá-lo. Quando elea não estava vendo, deixou um papel com seu nome e telefone no balcão e saiu da loja correndo.

No dia seguinte o telefone tocou e a mãe do jovem atendeu. Era a garota peguntando por ele. A mãe, desconsolada, nem perguntou quem era, começou a soluçar e disse:

- Então, você não sabe? Faleceu essa manhã.

Mais tarde, a mãe entrou no quarto do filho, para olhar suas roupas e ficou surpresa com a quantidade de CDs todos embrulhados. Ficou curiosa e decidiu abrir um deles. Ao fazê-lo, viu cair um pedaço de papel onde estava escrito. "Você é muito simpático, não quer me convidar para sair? Eu adoraria", emocionada, a mãe abriu outro CD e dele também caiu um papel que dizia o mesmo e assim todos quantos ele abriu traziam uma mensagem de carinho e esperança de conhecer aquele rapaz.

Assim é a vida: não espere demais para dizer a alguém especial aquilo que você sente. Diga-o já; amanhã pode ser muito tarde.

criado por pepauloradio    10:08 — Arquivado em: Sem categoria

O Milagre da canção de um irmão

Como qualquer mãe, quando Karen soube que um bebê estava a caminho, fez todo o possível para ajudar o seu outro filho, Michael, com três anos de idade, a se preparar para a chegada. Os exames mostraram que era uma menina, e todos os dias Michael cantava perto da barriga de sua mãe. Ele já amava a sua irmãzinha antes mesmo dela nascer. A gravidez se desenvolveu normalmente.

No tempo certo, vieram as contrações. Primeiro, a cada cinco minutos; depois a cada três; então, a cada minuto uma contração.

Entretanto, surgiram algumas complicações e o trabalho de parto de Karen demorou horas. Todos discutiam a necessidade provável de uma cesariana. Até que, enfim, depois de muito tempo, a irmãzinha de Michael nasceu. Só que ela estava muito mal. Com a sirene no último volume, a ambulância levou a recém-nascida para a UTI neonatal do Hospital Saint Mary. Os dias passaram. A menininha piorava. O médico disse aos pais: “Preparem-se para o pior. Há poucas esperanças.”

Karen e seu marido começaram, então, os preparativos para o funeral.

Alguns dias atrás estavam arrumando o quarto para esperar pelo novo bebê. Hoje, os planos eram outros.

Enquanto isso, Michel todos os dias pedia aos pais que o levassem para conhecer a sua irmãzinha. “Eu quero cantar pra ela”, ele dizia. A segunda semana de UTI entrou e esperava-se o bebê não sobrevivesse até o final dela. Michael continuava insistindo com seus pais para que o deixassem cantar para sua irmã, mas crianças não eram permitidas na UTI. Entretanto, Karen decidiu. Ele levaria Michael ao hospital de qualquer jeito. Ele ainda não tinha visto a irmã e, se não fosse hoje, talvez não a visse viva. Ela vestiu Michael com uma roupa um pouco maior, para disfarçar a idade, e rumou para o hospital. A enfermeira não permitiu que ele entrasse e exigiu que ela o retirasse dali. Mas Karen insistiu: “Ele não irá embora até que veja a sua irmãzinha!”

Ela levou Michael até a incubadora. Ele olhou para aquela trouxinha de gente que perdia a batalha pela vida. Depois de alguns segundos olhando, ele começou a cantar, com sua voz pequenininha: “Você é o meu sol, o meu único sol. Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro…”

Nesse momento, o bebê pareceu reagir. A pulsação começou a baixar e se estabilizou. Karen encorajou Michael a continuar cantando.

“Você não sabe, querida, quanto eu te amo. Por favor, não leve o meu sol embora…” Enquanto Michael cantava, a respiração difícil do bebê foi se tornando suave. “Continue, querido!”, pediu Karen, emocionada.

“Outra noite, querida, eu sonhei que você estava em meus braços…”

O bebê começou a relaxar. “Cante mais um pouco, Michael.” A enfermeira começou a chorar. “Você é o meu sol, o meu único sol. Você me diexa feliz mesmo quando o céu está escuro… Por favor, não leve o meu sol embora…”
No dia seguinte, a irmã de Michael já tinha se recuperado e em poucos dias foi para casa.

O Woman’s Day Magazine chamou essa história de O milagre da canção de um irmão. Os médicos chamaram simplesmente de milagre. Karen chamou de milagre do amor de Deus.

Nunca abandone aquele que você ama.

criado por pepauloradio    9:18 — Arquivado em: Sem categoria
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