Histórinhas do Padre Paulo

Seleção de novas parábolas, histórinhas, contadas no Programa Bom Dia Sucesso, de Nei Paiva, na Rádio Cultura AM de Rio Claro, 1140 KHz

30/11/07

Você não levou em conta…

- Se ninguém disser qualquer coisa para me entreter, cortarei a cabeça de todos os cortesãos, bradou um rei tirânico e já maltrado pela idade.

Imediatamente, Nasrudim deu um passo à frente.

- Majestade, não me corte a cabeça. Farei alguma coisa.

- E o que podes fazer?

- Eu posso… ensinar um asno a ler e escrever!

Disse o rei:

- É melhor fazê-lo, ou te esfolarei vivo.

- Vou fazê-lo, disse Nasruidin, mas isto me tomara dez anos!

- Muito bem, disse o rei, concedo-te os dez anos.

Assim que o rei se retirou, Nasrudim foi cercado pelos nobres da corte.

- Mullá, disseram, é verdade mesmo que você pode ensinar um asno a ler e escrever?

- Não, respondeu Nasrudim.

- Então, disse o mais sábio dos cortesãos, você acaba de inaugurar uma década de tensão e ansiedade, pois certamente será condenado à morte. Oh, que loucura! Preferir dez anos de sofrimento e contemplação da morte ao machado do carrasco, que corta a cabeça num átimo….

- Você não levou em conta apenas um pequeno detalhe - disse o Mullá. - O rei tem setenta e cinco anos e eu, oitenta. Muito antes que o tempo se esgote, outros elementos terão entrado na história…

Do livro: Histórias de Nasrudin

criado por pepauloradio    9:41 — Arquivado em: Sem categoria

29/11/07

NOTA DEZ

Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia o que está escrito.

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3
F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O!
NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO,
M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO?
POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O!
SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

criado por pepauloradio    9:28 — Arquivado em: Sem categoria

Unha de fome

Depois duma vida de misérias e privações Unha-de-fome conseguiu amontoar um tesouro, que enterrou londe de casa, num lugar ermo, colocando uma grande pedra em cima. Mas tal era o seu amor pelo dinheiro, que volta e meia rondava a pedra, e namorava como o jacaré namora os seus próprios ovos ocultos na areia. Isto atraiu a atenção de um vizinho, que o espionou e por fim lhe roubou o tesouro.

Quando Unha-de-Fome deu pelo saque, rolou por terra desesperado, arrepiando os cabelos.

- Meu tesouro! Minha alma! Roubaram minha alma!

Um viajante que passava atraído pelos berros.

- Que é isso, homem?

- Meu tesouro! Roubaram meu tesouro!

- Mas morando lá longe você o guardava aqui, então? Que tolice! Se o conservasse em casa não seria mais cômodo para gastar dele quando fosse preciso?

- Gastar do meu tesouro? Então você supõe que eu teria a coragem de gastar uma moedinha só, das menores que fosse?

- Pois se era assim, o tesouro não tinha para você a menor utilidade, e tanto faz que esteja com quem o roubou como enterrado aqui. Vamos! Ponha no buraco vazio uma pedra, que dá no mesmo. Que utilidade tem o dinheiro para quem só o guarda e não gasta?

Do Livro: "Fábulas" - Monteiro Lobato

criado por pepauloradio    9:22 — Arquivado em: Sem categoria

27/11/07

Tolerância

Um diretor de empresa com poder de decisão, gritou com seu gerente porque estava com muito ódio naquele momento.

O gerente, chegando em casa, gritou com sua esposa, acusando-a de gastar demais, com um bom e farto almoço à mesa.

A esposa nervosa gritou com a a empregada que acabou quebrando um prato que caiu no chão.

A empregada chutou o cachorrinho no qual tropeçara, enquanto limpava os cacos de vidro.

O cachorrinho saiu correndo de casa e acabou mordendo uma senhora que ia passando pela rua.

Essa senhora foi à farmácia para fazer um curativo e tomar uma vacina, e gritou com o farmacêutico, porque a vacina doeu ao ser-lhe aplicada.

O farmacêutico, chegando em casa, gritou com sua esposa, porque o jantar não estava do seu agrado.

Sua esposa, tolerante, um manancial de amor e perdão, afagou seus cabelos e beijou-o, dizendo:

Querido, prometo que amanhã farei o seu prato favorito. Você trabalha muito, está cansado e precisa de uma boa noite de sono. Vou trocar os lençóis da nossa cama por outros bem limpinhos e cheirosos para que você durma tranquilo. Amanhã você vai sentir-se melhor.

E retirando-s deixou-o sozinho com os seus pensamentos.

Naquele momento, rompeu-se o círculo do ódio, porque esbarrou-se com a tolerância, a doçura, o perdão e o amor.

criado por pepauloradio    9:42 — Arquivado em: Sem categoria

26/11/07

O poder da determinação de um jovem.

A casinha de uma escola rural era aquecida por um velho e bojudo forno a carvão. Um garotinho  tinha a função de ir mais cedo à escola todos os dias, para acender o fogo e aquecer o recinto antes que a professora e seus colegas chegassem.

Certa manhã, eles chegaram e encontraram a escola engolida pelas chamas. Retiraram o garotinho inconsciente do prédio em chamas, mais morto do que vivo. Tinha queimaduras profundas na parte inferior do corpo e foi levado para o hospital do município vizinho.

De seu leito, o semiconsciente e pavorosamente queimado garotinho ouviu ao longe o médico que conversava com sua mãe. O médico dizia a ela que seu filho seguramente morreria - o que na realidade, até seria melhor - pois o terrível fogo devastara a parte inferior de seu corpo.

Porém o bravo garotinho não queria morrer. Ele se convenceu de que sobreviveria. De alguma maneira, ele realmente sobreviveu. Quando o risco de morte havia passado, ele novamente ouviu o médico e sua mãe falando baixinho. A mãe foi informada de que, uma vez que o fogo destruíra tantos músculos na parte inferior de seu corpo, quase que teria sido melhor que ele tivesse morrido, já que estava condenado a ser eternamente inválido e não fazer uso algum de seus membros inferiores.

Mais uma vez o bravo garotinho tomou uma decisão. Não seria inválido. Ele andaria. Mas, infelizmente, da cintura para baixo ele não tinha nenhuma capacidade motora. Suas pernas finas pendiam inertes, quase sem vida.

Finalmente, ele teve alta do hospital. Todos os dias sua mãe massageava suas perninhas, mas não havia sensação, controle, nada. Ainda assim, sua determinação de andar era mais forte do que nunca.

Quando ele não estava na cama, estava confinado a uma cadeira de rodas. Num dia ensolarado, sua mãe o conduziu até o quintal para tomar um pouco de ar fresco. Neste dia, ao invés de ficar sentado na cadeira, ele se jogou no chão. Arrastou-se pela grama puxando as pernas atrás de si.

Arrastou-se até a cerca de estacas brancas que limitava o terreno. Com grande esforço, levantou-se apoiando-se na cerca. E então, estaca por estaca começou a arrastar-se ao longo da cerca, decidido a andar. Começou a fazer isso todos os dias até que um caminho se formou ao lado da cerca, e em volta de todo o quintão. Não havia nada que ele desejasse mais do que dar vida àquelas pernas.

Finalmente, com as massagens diárias, com sua persistência de ferro e com sua resoluta deteminação, ele foi capaz de ficar em pé, depois de andar mancando, e então, de andar sozinho. Mas tarde, de correr.

Começou a caminhar para a escola, depois passou a correr para a escola e a correr, pura e simplesmente, pela alegria de correr. Na faculdade, integrou o time de corrida com obstáculos.

Depois, na Madison Square Garden, aquele rapaz sem esperanças de sobreviver, que seguramente não andaria nunca mais, e que jamais podeira esperar correr - aquele rapaz determinado, o Dr. Glenn Cunninghan, foi o corredor mais rápido do mundo na corrida de uma milha!

Informação na Internet: http://pt.wikipedia.org/wiki/Glenn_Cunningham_(runner)

criado por pepauloradio    10:01 — Arquivado em: Sem categoria

23/11/07

Pílulas do Frei Galvão

Escrever para:

Irmãs

Avenida Tiradentes, 676 - São Paulo - SP

CEP 01102-000

Mandar mais um envelope e o selo dentro da carta.

criado por pepauloradio    10:15 — Arquivado em: Sem categoria

É preciso…

De pessoas que tenham os pés na terra e a cabeça nas estrelas.

Capazes de sonhar , sem medos dos sonhos.

Tão idealistas que transformem seus sonhos em metas.

Pessoas tão práticas que sejam capazes de transformar suas metas em realidade.

Pessoas determinadas que nunca abram mão de construir seus destinos e arquitetar suas vidas.

Que não temam mudanças e saibam tirar proveito delas.

Que tornem seu trabalho objeto de prazer e uma porção substancial de realização pessoal.

Que percebam, na visão na missão de suas vidas profissionais, de suas dedicações humanistas em prol da humanidade. um forte impulso para sua própria motivação.

Pessoas com dignidade, que se conduzam com coerência em seus discursos, seus atos, suas crenças e seus valores.

Precisa-se de pessoas que questionem, não pela simples contestação, mas pela necessidade íntima de só aplicar as melhores idéias.

Pessoas que mostrem sua face de parceiros legais.

Sem se mostrarem superiores nem inferiores.

Mas… iguais.

Precisa-se de pessoas ávidas por aprender e que se orgulhem de absorver o novo.

Pessoas de coragem para abrir caminhos, enfrentar desafios, criar soluções, correr riscos calculados.

Sem medo de errar.

Precisa-se de pessoas que construam suas equipes e se integrem nelas.

Que não tomem para si o poder, mas saibam compartilhá-lo.

Pessoas que não se empolguem com seu próprio brilho. Mas com o brilho do resultado alcançado em conjunto.

Precisa-se de pessoas que enxerguem as árvores. Mas também prestem atenção nas magias das florestas.

Que tenham percepção de todo e da parte.

Seres humanos justos, que inspirem confiança e demonstrem confiança nos parceiras.

Estimulando-os, fortalecendo-os, sem receio que lhe façam sombra e sim orgulhando-se deles.

Precisa-se de pessoas que criem em torno de si um ambiente de entusiasmo.

De liberdade, de responsabilidade, de determinação, de respeito e de amizade.

Precisa-se de seres racionais. Tão racionais que compreendam que sua realização pessoal está atrelada à vazão de suas emoções.

É na emoção que encontramos a razão de viver.

Precisa-se de gente que saiba administrar COISAS e liderar PESSOAS.

Precisa-se urgentemente de um novo ser.

Isaac Liberman

criado por pepauloradio    10:07 — Arquivado em: Sem categoria

O homem que comandava a ponte

Em algumas cidades americanas há aquelas pontes sobre um largo rio, formadas de duas partes que se abrem e levantam quando passam sob elas os navios.

Havia uma dessas pontes, que além de tudo tinha uma estrada de ferro sobre ela. Um homem a operava. Quando vinha o trem ele baixava a ponte para ele passar, quando vinha um navio, ele a levantava comandando máquinas e engrenagens enormes, que ficavam sob os seus pés.

Certo dia o seu filho, pequeno, foi visitá-lo, com uma bola nas mãos. Ao brincar com a bola, esta escapou-lhe e caiu lá no meio das engrenagens. Logo o garoto desceu os degraus para pegar a bola, sem que o pai pudesse impedi-lo, e se meteu no meio das grandes engrenagens. E eis que o trem vinha vindo; e ele teria de baixar logo a ponte, sabendo que o filho estava lá em baixo correndo risco. Gritou desesperado para que o filho deixasse a boal e subisse, mas este não ouvia. Eis que o trem se aproximava rápido, e ele sentiu que não teria tempo de ir buscar o garoto antes do trem passar… Ficou com o coração na mão… o dilema era enorme: se baixar a ponte as engrenagens matariam o seu filho, se não baixasse a ponte seria uma enorme tragédia, muitas pessoas pereceriam no acidente.

Não teve alternativa, com o coração sangrando e os olhos cheios de lágrimas, baixou a ponte… o trem passou, e as pessoas, como faziam de costume, lhe abanavam os lenços e lhe davam adeus e sorrisos…

Não sei se esta história aconteceu em algum lugar, espero que não.

Mas houve um Pai que baixou uma Ponte; na verdade mais do que uma ponte, era uma Cruz, para que o Seu Filho amado fosse nela crucificado, para poder salvar os outros filhos que ele amava muito.

Este é o grande amor de Deus por nós. Você ainda é capaz de duvidar deste amor?

"Deus amou a tal ponto o mundo que enviou o seu Filho amado, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna" (João, 3,16)

criado por pepauloradio    9:39 — Arquivado em: Sem categoria

16/11/07

Persistência

Um homem investe tudo o que tem numa pequena oficina. Trabalha dia e noite, inclusive dormindo na própria oficina. Para poder continuar nos negócios, empenha as próprias jóias da esposa. Quando apresentou o resultado final de seu trabalho a uma grande empresa, dizem-lhe que seu produto não atende ao padrão de qualidade exigido. O homem desiste?

Não! Volta à escola por mais dois anos, sendo vítima da maior gozação dos seus colegas e de alguns professores que o chamavam de "visionário". O homem fica chateado? Não!

Após dois anos, a empresa que o recusou finalmente fecha contrato com ele.

Durante a guerra, sua fábrica é bombardeada duas vezes, sendo que grande parte dela é destruída. O homem se desespera e desiste? Não! Reconstrói sua fábrica, mas um terremoto novamente a arrasa. Essa é a gota d’água e o homem desiste? Não!

Imediatamente após a guerra segue-se uma grande escassez de gasolina em todo o país e este homem não pode sair de automóvel nem para comprar comida para a família. Ele entra em pânico e desiste? Não! Criativo, ele adapta um pequeno motor à sua bicicleta e sai às ruas. Os vizinhos ficam maravilhados e todos querem também as chamadas "bicicletas motorizadas".

A demanda por motores aumenta muito e logo ele fica sem mercadoria. Decide então montar uma fábirca para essa novíssima invenção. Como não tem capital, resolve pedir ajuda para mais de quinze mil lojas espalhadas pelo país. Como a idéia é boa, consegue apoio de mais ou menos cinco mil lojas, que lhe adiantam o capital necessário para a indústria.

Encurtando a história: Hoje a HONDA CORPORATION é um dos maiores impérios da indústria automobilística japonesa, conhecida e respeitada no mundo inteiro. Tudo porque o Sr. Soichiro Honda, seu fundador, não se deixou abater pelos terríveis obstáculos que encontrou pela frente.

Portanto, se você, como infelizmente tem acontecido com muitas pessoas, adquiriu a mania de viver reclamando e lamentando, para com isso! Vá em frente! Sempre!

criado por pepauloradio    10:25 — Arquivado em: Sem categoria

15/11/07

Os três touros e o leão

Uma antiga fábula árabe conta que três touros viviam num vale isolado; um branco, um preto e um marrom. Vivia no mesmo vale um leão que não podia nda contra os touros, pois os três estavam solidários contra ele.

Um dia, disse o leão aos touros preto e marrom:

Corremos aqui o risco de chamar a atenção dos caçadores por causa do touro branco: sua cor é diferente e vistosa, enquanto nós três temos cores semelhantes e discretas. Deixai-me comê-lo para que vivamos mais tranqüilamente.

Os dois touros concordaram. E o leão comeu o touro branco.

Dias depois, disse ao touro marrom:

Tua cor e a minha são iguais. Deixa-me comer o touro preto para que vivamos aqui mais tranqüilos.

O touro concordou e o leão devorou o touro preto. E permaneceu sozinho frente ao leão. Disse-lhe então o leão:

- Chegou a tua vez; vou devorar-te.

O touro marrom disse:

-Faze-o. Mas antes, deixa-me proclamar esta verdade: Fui devorado no dia em que você comeu o touro branco.

Esta fábula mostra o perigo a que se expõe alguém quando se une a um  estranho contra os seus amigos e aliados naturais. Condena-se a ser derrotado e esmagado.

criado por pepauloradio    9:32 — Arquivado em: Sem categoria
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