Histórinhas do Padre Paulo

Seleção de novas parábolas, histórinhas, contadas no Programa Bom Dia Sucesso, de Nei Paiva, na Rádio Cultura AM de Rio Claro, 1140 KHz

23/2/09

Amor de verdade

Havia um homem muito rico, possuia muitos bens, uma grande fazenda, muito gado e vários empregados ao seu serviço. Tinha ele um único filho, um único herdeiro, que ao contrário do pai, não gostava de trabalho nem de compromissos. O que ele mais gostava era de festas, estar com seus amigos e de ser bajulados por eles. Seu pai sempre o advertia que seus amigos só estavam ao seu lado enquanto ele tivesse o que lhes oferecer, depois o abandonariam.

Os insistentes conselhos do pai lhe retiniam os ouvidos e logo se ausentava sem dar o mínimo de atenção. Um dia o velho pai, já avançado na idade, disse aos seus empregados para lhe construirem um pequeno celeiro e, dentro do celeiro, ele mesmo fez uma forca, e junto dela, uma placa com essa rase: ” Para você nunca mis desprezar as palavras do seu pai.”

Mais tarde chamou o filho, o levou até o celeiro e disse:

- Meu filho, eu já estou velho e quando eu partir, você tomará conta de tudo o que é meu e sei qual será o seu futuro. Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados e irrá gastar todo dinheiro com amigos,

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17/2/09

A história de dois homens

Passava do meio dia, o cheiro de pão quente invadia aquela rua, um sol
escaldante convidava a todos para um refresco…
Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:
- Pai, to com fome!
O pai, Agenor, sem ter um tostão no bolso,
caminhando desde muito cedo em busca de um
trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e
pede mais um pouco de paciência…
- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu to com muita fome, pai!
Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o
filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente…
Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:
- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita
fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada
encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu
possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu
estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor
precisar!!!
Amaro, o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e
sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o
filho…
Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro,
que imediatamente pede que os dois sentem-se junto
ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida
do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo…
Para Ricardinho era um sonho,
comer após tantas horas na rua…
Para Agenor, uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa
fazia-o
lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um
punhado de fubá…
Grossas lágrimas desciam dos
seus olhos já na primeira garfada…
A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato
simples como se fosse um manjar dos deuses, e a
lembrança de sua pequena família em casa foi demais
para seu coração tão cansado de mais de 2 anos
de desemprego, humilhações e necessidades…
Amaro se aproxima de Agenor e percebendo
a sua emoção brinca para relaxar:
- Ô Maria! Sua comida deve estar muito ruim… Olha o meu amigo está
até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?
Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer…
Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho…
Mais confiante Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas…
Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório…
Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido
o emprego e desde então, sem uma especialidade
profissional, sem estudos, ele estava vivendo de pequenos “biscates aqui e acolá”, mas que há 2 meses não recebia nada…
Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e
penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias…
Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho…
Ao chegar em casa com toda aquela “fartura”, Agenor é um novo homem - sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso…
Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores…
No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho…
Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando…
Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro
dele chamava-o para ajudar aquela pessoa…
E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado
trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres…
Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e
fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um
quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão
que Agenor fosse estudar…
Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas
primeiras letras e a emoção da primeira carta…
Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula…
Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros, advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro…
Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o “antigo funcionário” tão elegante em seu primeiro terno…
Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista,
já com uma clientela que mistura os mais necessitados
que não podem pagar, e os mais abastados que o
pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que
oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas,
pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos,
um prato de comida diariamente na hora do almoço…
Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é
administrado pelo seu filho, o agora nutricionista Ricardo Baptista…
Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um…
Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente
com um sorriso de dever cumprido…
Ricardinho, o filho mandou gravar na frente da “Casa do Caminho”, que seu pai fundou com tanto carinho:
“Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava
sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!”

(História verídica)

criado por pepauloradio    11:31 — Arquivado em: Sem categoria

12/2/09

O Burro com pele de Leão

Certo dia, um Burro encontrou uma pele de Leão que os caçadores tinham deixado a secar ao Sol.

- Vou cobrir-me com ela e assustar toda a gente ““ pensou ele.

Assim fez, e assustou todas as pessoas e todos os animais que encontrou. Muito orgulhoso do seu feito, zurrou muito alto, cheio de alegria.

Foi o seu erro, porque nesse momento todos perceberam pela sua voz que ele, afinal, era apenas um Burro.

O dono, que tinha apanhado um grande susto, resolveu castigá-lo e deu-lhe umas valentes pauladas.

Moral da história:
Não queiras parecer aquilo que não és.

criado por pepauloradio    9:05 — Arquivado em: Sem categoria

11/2/09

A Raposa e a Cegonha

“A raposa e a cegonha mantinham boas relações e pareciam ser amigas sinceras. Certo dia, a raposa convidou a cegonha para jantar e, por brincadeira, botou na mesa apenas um prato raso contendo um pouco de sopa. Para ela, foi tudo muito fácil, mas a cegonha pode apenas molhar a ponta do bico e saiu dali com muita fome.- Sinto muito, disse a raposa, parece que você não gostou da sopa.- Não pense nisso, respondeu a cegonha. Espero que, em retribuição a esta visita, você venha em breve jantar comigo.No dia seguinte, a raposa foi pagar a visita. Quando sentaram à mesa, o que havia para o jantar estava contido num jarro alto, de pescoço comprido e boca estreita, no qual a raposa não podia introduzir o focinho. Tudo o que ela conseguiu foi lamber a parte externa do jarro.- Não pedirei desculpas pelo jantar, disse a cegonha, assim você sente no próprio estomago o que senti ontem.
Moral: Quem com ferro fere, com ferro será ferido

criado por pepauloradio    9:26 — Arquivado em: Sem categoria

10/2/09

O Bambu Chinês

Depois de plantada a semente deste incrí­vel arbusto, não se vê nada, absolutamente nada, por 4 anos - exceto o lento desabrochar de um diminuto broto, a partir do bulbo. Durante 4 anos, todo o crescimento é subterrâneo, numa maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra. Mas então, no quinto ano, o bambu chinês cresce, até atingir 24 metros.”

Muitas coisas na vida (pessoal e profissional) são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo e esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e í s vezes não se vê nada por semanas, meses ou mesmo anos. Mas, se tiver paciência para continuar trabalhando e nutrindo, o quinto ano chegará e o crescimento e a mudança que se processam o deixarão espantado. O bambu chinês mostra que não podemos desistir fácil das coisas. Em nossos trabalhos, especialmente projetos que envolvem mudanças de comportamento, cultura e sensibilização para ações novas, devemos nos lembrar do bambu chinês para não desistirmos fácil frente às dificuldades que surgem e que são muitas.

criado por pepauloradio    9:51 — Arquivado em: Sem categoria

6/2/09

O rato caipira e o da cidade

Um rato que morava na Cidade, acertando de ir ao campo, foi convidado por outro, que lá morava, e levando-o à sua cova, comeram ambos cousas do campo, ervas e raízes. Disse o Cidadão ao outro: – Por certo, compadre, tenho dó de ti, e da pobreza em que vives. Vem comigo morar na Cidade, verás a riqueza, e a fartura que gozas. Aceitou o rústico e vieram ambos a uma casa grande e rica, e entrados na despensa, estavam comendo boas comidas e muitas, quando de súbito entra o despenseiro, e dois gatos após ele. Saem os Ratos fugindo. O de casa achou logo seu buraco, o de fora trepou pela parede dizendo: – Ficai vós embora com a vossa fartura; que eu mais quero comer raízes no campo sem sobressaltos, onde não há gato nem ratoeira. E assim diz o adágio: Mais vale magro no mato, que gordo na boca do gato.

criado por pepauloradio    10:22 — Arquivado em: Sem categoria

5/2/09

O pavão inconformado

Veio o Pavão a Deus muito queixoso, dizendo, por que razão o Rouxinol havia de cantar melhor que ele, e ter-lhe outras muitas vantagens? Disse Deus, que não se agastasse; que por isso tinha ele as penas formosas cheias de olhos, que parecem estrelas. – Isso é vento (replicou o Pavão) mais tomara saber cantar. Deus respondeu. Não podes ter tudo. O Rouxinol tem voz, a Águia força, o Gavião ligeireza, tu contenta-te com tua formosura.

criado por pepauloradio    9:50 — Arquivado em: Sem categoria

3/2/09

Oração e bênção de São Brás

Oração

“Ó glorioso São Brás que restituístes com uma breve oração a perfeita saúde de um menino que, por uma espinha de peixe atravessada na garganta, esteve prestes a expiar, obtendo para nós todos a graça de experimentarmos a eficácia do vosso patrocínio em todos os males da garganta. Conservai a nossa garganta sã e perfeita para que possamos falar corretamente e assim proclamar e cantar os louvores de Deus.”

Benção de São Brás

“Por intercessão de São Brás, Bispo e Mártir, livre-te Deus do mal da garganta e qualquer outra doença. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.”

criado por pepauloradio    10:38 — Arquivado em: Sem categoria

Amigo: simples ou verdadeiro

Qualquer um pode ficar ao seu lado quando você está certo,
mas um amigo verdadeiro permanece ao seu lado mesmo quando você está errado…

Um simples amigo se identifica quando ele te liga.
Um amigo verdadeiro não precisa se identificar, pois vocês conhecem suas vozes.

Um simples amigo inicia uma conversa com um boletim de novidades sobre sua vida.

Um verdadeiro amigo diz: “O que há de novo sobre você?”

Um simples amigo acha que os problemas pelos quais você está se queixando são
recentes.

Um amigo verdadeiro diz:
“Você tem se queixado sobre a mesma coisa pelos últimos quatorze anos.
Saia deste marasmo e faça algo sobre isto.”

Um simples amigo nunca o(a) viu chorar.
Um verdadeiro amigo tem seus ombros encharcados por tuas lágrimas.

Um simples amigo não sabe o nome dos teus pais.

Um verdadeiro amigo tem o telefone deles em sua agenda.

Um simples amigo traz uma garrafa de vinho para sua festa.

Um verdadeiro amigo chega mais cedo para ajudá-lo a cozinhar e fica até mais
tarde para ajudá-lo na limpeza.

Um simples amigo odeia quando você liga após ele já ter ido para cama.

Um verdadeiro amigo te pergunta porque demorou tanto para ligar.

Um simples amigo procura conversar com você sobre teus problemas.

Um verdadeiro amigo procura ajudá-lo a resolver teus problemas.

Um simples amigo fica imaginando sobre tuas histórias românticas.

Um verdadeiro amigo poderia conhecer até te chantagear com tudo que ele sabe.

Um simples amigo, quando o visita age como um convidado.

Um verdadeiro amigo abre tua geladeira e se serve.

Um simples amigo acha que a amizade terminou quando vocês tem uma discussão.

Um verdadeiro amigo sabe que não existe uma amizade enquanto vocês ainda não
tiveram uma divergência.

Um simples amigo espera que você sempre esteja por perto quando ele precisar.

Um verdadeiro amigo espera estar sempre por perto quando você precisar dele.

criado por pepauloradio    10:08 — Arquivado em: Sem categoria

30/1/09

Aprendendo a conversar com Deus

Nasrudin, certa vez, estava sem um burrico que o ajudasse em seus afazeres. Desesperado, sem ter meios de encontrar um começou a orar, pedindo a Deus que lhe enviasse um burrico. Rezou por algum tempo e, certo dia, ao andar por uma estrada, deparou-se com um homem montado num burrico e atrás estava um outro burrico mais jovem. Nasrudin aproximou-se do homem e este lhe disse:

- Mas que vergonha, eu estou trazendo um burrico de tão longe, estamos todos esgotados, e aqui está este homem descansado, sem fazer nada! E ameaçando-o com uma espada, completou:

- Vamos! Coloque o burrico nas suas costas e venha comigo até a próxima cidade!

Nasrudin, com medo não disse nada, simplesmente colocou o burrico em suas costas e seguiu o homem.

Andaram por várias horas e Nasrudin estava exausto de tanto peso. Ao entardecer, chegaram na cidade mais próxima e o homem simplesmente fez Nasrudin descer o burrico das suas costas e seguiu adiante, sem sequer agradecer. Nasrudin ergueu os seus olhos para o céu e disse:

- Está bem, Deus. Aprendi a minha liçãoo. Na próxima vez serei mais especí fico…

criado por pepauloradio    8:29 — Arquivado em: Sem categoria
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